RIO DE JANEIRO — O Maroon 5 fez um show baseado quase inteiramente em sucessos no Rock in Rio, neste sábado, 12. A banda deixou de lado qualquer música de Love is Like (2025), trabalho mais recente, e apostou em um repertório conhecido pelo público brasileiro.
A estratégia funcionou, mas também deixou a apresentação previsível. Com Adam Levine nos vocais e Jesse Carmichael, James Valentine, Matt Flynn, PJ Morton e Sam Farrar na formação, o grupo mostrou uma performance bem ajustada e confirmou a força de seu catálogo. A banda foi headliner da segunda data do festival a esgotar os ingressos mais rapidamente, atrás apenas do dia 6.
Hits em sequência
A abertura veio com “Harder to Breathe”, seguida por “Lucky Strike”. O show ganhou mais força em “This Love”, terceira música do set, quando Levine também apresentou um solo de guitarra em um modelo EVH Wolfgang, idealizado por Eddie Van Halen.
Depois, o Maroon 5 emendou “Animals”, “One More Night”, “Sunday Morning”, “She Will Be Loved” e “Maps”. A sequência destacou a quantidade de sucessos à disposição da banda, ainda que a apresentação não tenha alcançado o mesmo nível de catarse atribuído a Demi Lovato no mesmo palco pouco tempo antes.
A iluminação vermelha acompanhou parte do início do show, e Adam Levine desceu até a plateia durante “She Will Be Loved”. Também houve espaço para “Heavy”, canção solo de PJ Morton incorporada ao repertório do grupo, e “Won’t Go Home Without You”, resgatada para a turnê atual depois de ficar fora de apresentações anteriores.
Entre “Don’t Wanna Know” e o encerramento com “Sugar”, a banda tocou ainda “Love Somebody”, “What Lovers Do”, “Makes Me Wonder”, “Girls Like You”, “Moves Like Jagger” e “Payphone”. Em “Don’t Wanna Know”, parte do público se ocupou com as capas de chuva, enquanto a passagem pela grade durante “She Will Be Loved” provocou euforia ao menos naquele setor.
O Maroon 5 não apresentou uma reinvenção. O grupo entregou exatamente a fórmula que consolidou sua popularidade: repertório de hits, execução eficiente e foco no apelo comercial. O resultado foi um show bom, capaz de divertir, mas com poucos momentos de excitação coletiva.







