Josh Homme montou uma seleção musical que atravessa punk, rock, eletrônica, experimentalismo e canção autoral. Em entrevista à Spin, em 2003, o fundador e único integrante constante do Queens of the Stone Age listou nove álbuns que ajudaram a formar sua identidade artística.
A relação inclui trabalhos conhecidos por sua agressividade, coletâneas de circulação mais restrita e discos que escapam de classificações fáceis. Para Homme, a música não precisa caber em um gênero específico. “Quem sou eu para fingir que não gosto de ‘Toxic’, da Britney Spears? Um idiota?”, afirmou certa vez.
Entre as escolhas está Lust for Life (1977), de Iggy Pop. O álbum teve impacto direto na trajetória do músico: ele contou que a obra o fez sair do Kyuss e que passou dois anos e meio obcecado por ela. A influência de Iggy também aparece em Raw Power (1973), dos Stooges, descrito por Homme como “o disco mais insano já gravado”.
Punk, Nirvana e sons fora do radar
O punk aparece com City Baby Attacked by Rats (1982), do GBH, e My War (1984), do Black Flag. Já a escolha do Nirvana foi Bleach (1989), estreia lançada pela Sub Pop. Homme preferiu esse disco a Nevermind (1991) e In Utero (1993), associando o álbum ao retorno de uma energia que ele relacionava ao Black Flag e ao GBH.
A lista ainda traz Eastern Front, Vol. II (1980), coletânea de punk do Leste Europeu. Também estão nela Cannibalism (1978), do Can, grupo alemão de krautrock; e Homogenic (1997), de Björk, lembrado pelo uso da produção como parte central da música.
Outro destaque é Chocolate and Cheese (1994), do Ween. Homme conheceu a dupla experimental da Pensilvânia durante o período em que tocava no Kyuss, quando sua banda abriu uma turnê do grupo. Para ele, o Ween tem uma relação pouco convencional com os gêneros e é subestimado.
Os nove discos citados
- Jackson Browne — Running on Empty (1977)
- Coletânea — Eastern Front, Vol. II (1980)
- GBH — City Baby Attacked by Rats (1982)
- Black Flag — My War (1984)
- Nirvana — Bleach (1989)
- Iggy Pop — Lust for Life (1977)
- Can — Cannibalism (1978)
- Björk — Homogenic (1997)
- Ween — Chocolate and Cheese (1994)
O ponto de partida da seleção é Running on Empty (1977), de Jackson Browne. Homme disse que conheceu o álbum aos oito anos, por influência do pai, e que a obra continuou presente em sua vida. Nascido em 1973, no deserto da Califórnia, ele cresceu entre fazendas, apresentações de punk e fitas cassete no carro dos pais.







