Emma Ogier chega ao primeiro álbum com uma proposta que não cabe em um único gênero. FLY 1111 (2026) será lançado em 11 de novembro com 12 faixas que combinam country, folk, rock alternativo e hip hop. O disco reúne canções escritas ao longo dos últimos quatro anos e parte de experiências da compositora na casa dos vinte anos.
A cantora de Houston ganhou visibilidade ao cantar as partes de Emmylou Harris em apresentações do Bright Eyes. A participação despertou a curiosidade do público, que também relacionou Ogier a colaboradores de Phoebe Bridgers, como Marshall Vore e Harrison Whitford. Mais tarde, ela participou de uma homenagem a Todd Snider no Luck Reunion, festival de Willie Nelson, e dividiu o palco com Dominic Fike na música “Small Town”.
Uma identidade feita de muitas influências
O álbum foi produzido por David Baron, que conheceu Ogier quando ela ainda estava no ensino médio. Para ele, a cantora não deveria ficar limitada ao country. A proposta foi levar as músicas para uma direção alternativa, misturando referências de diferentes épocas e estilos.
Entre as faixas estão “All These Dreams” e “Hands Tied”, com vocais filtrados e guitarras agressivas; “Baby Don’t Hurt Me”, uma canção pop inspirada em “Sweet Spot”, de Justin Bieber; e “Rocksteady/HeavyMetal”, escrita com o ex-namorado Eden Joel. A faixa “Land” aborda a vida na estrada, a distância da família e a sensação de estar sempre entre uma partida e uma chegada.
“Baby Don’t Hurt Me” já ultrapassou um milhão de reproduções no Spotify e foi compartilhada por Clairo, Gracie Abrams, Audrey Hobert, Kevin Abstract e Ethel Cain. A música é apresentada como uma amostra do caminho que Ogier pretende seguir: composição direta, mistura de estilos e espaço para momentos de impacto.
Da faculdade para a estrada
Ogier entrou na Universidade Belmont, em Nashville, em 2022. Ela estudava negócios da música com ênfase em áudio, mas deixou a instituição antes do último ano. A faixa “Private Power”, que encerra o álbum, foi escrita durante a primeira semana de faculdade.
O irmão Aidan, de 24 anos, participa da banda da cantora e toca vários instrumentos no disco. Os dois têm 16 meses de diferença de idade. Ogier também tem outro irmão, Coen, de 19 anos. Os três cresceram em Houston e seguiram caminhos ligados à música.
Antes de se dedicar às canções, Ogier se envolveu com teatro e sonhava em chegar à Broadway. Depois de entrar, no segundo ano, na escola de ensino médio voltada às artes que desejava frequentar, percebeu que seu interesse estava na composição. Entre suas referências estão Indigo Girls, Switchfoot, Aretha Franklin, Judee Sill e Replacements.
Planos sem depender da viralização
A compositora assinou com a Lost Highway no início deste ano, depois de enfrentar problemas com uma equipe de empresários e passar um ano tentando se desvincular de um contrato. A parceria com Baron foi retomada enquanto ela estava em Belmont, período em que começaram as gravações de FLY 1111 (2026).
Ogier e Aidan trocaram Nashville por Los Angeles, mas ela passou pouco tempo na cidade antes de voltar à estrada. A cantora tem apresentações marcadas na abertura de shows de Hovvdy, Joshua Stone e Bright Eyes, além de afirmar que já possui músicas suficientes para três álbuns.
O palco é a parte favorita do trabalho para Ogier. Ela diz preferir ter poucos ouvintes mensais e lotar os shows, sem apostar em um sucesso repentino nas redes sociais. “Quero viralizar como artista”, afirma, ao explicar que busca fãs interessados em acompanhar sua carreira e comprar ingressos para suas apresentações.







