A organização Book More Women calcula que o Stagecoach deste ano tem 17,6% de mulheres e 0,0% de artistas não binários ou trans. No Gulf Coast Jam, até agora, nenhum nome anunciado é de uma mulher. A programação completa do festival será divulgada na tarde de 24 de setembro, segundo representantes do evento.
O cenário contrasta com o momento vivido pela música country. Ella Langley está quebrando recordes, Kacey Musgraves conduz uma das turnês mais comentadas e Shania Twain voltou a receber reconhecimento. Ainda assim, os dois festivais reservaram suas principais posições a artistas homens.
Onde elas aparecem
O Stagecoach terá Riley Green, Zach Top, Garth Brooks e Florida Georgia Line como atrações principais. Na sequência do cartaz, aparecem nomes como Kelly Clarkson, Willie Nelson, Brothers Osborne, Stephen Wilson Jr., Charley Crockett, Shaboozey e Maggie Antone. A programação também inclui artistas de outros gêneros, como Matchbox Twenty, The Fray, Melissa Etheridge, Sean Paul e Flo Rida.
No Gulf Coast Jam, realizado em Panama City Beach, na Flórida, Bailey Zimmerman, Luke Bryan, Jason Aldean e Zach Top estão entre os destaques anunciados.
Há exemplos diferentes em outros eventos. O Two Step Inn, em Georgetown, no Texas, acontece nos dias 17 e 18 de abril e terá Ella Langley como atração principal em uma das noites. Brooks & Dunn lidera a outra. Kaitlin Butts e Carter Faith farão juntas um tributo a Dolly Parton, enquanto Sheryl Crow, Michelle Branch, Jo Dee Messina, Pam Tillis e Lorrie Morgan também estão na programação.
O Windy City Smokeout 2027, em Chicago, escalou Megan Moroney entre suas principais atrações, ao lado de artistas homens.
Um desequilíbrio que vai além do gênero
A Book More Women também aponta que o problema não se limita à presença feminina. O Stagecoach e outros festivais costumam ter não mais do que um ou dois artistas negros de música country — quando incluem algum.
A definição das escalações envolve cláusulas de raio de distribuição, relacionamentos, patrocínios e a influência das rádios country, que ainda tocam mais músicas masculinas do que femininas. A fonte também afirma que, em alguns casos, mulheres não recebem propostas ou ganham menos do que homens pelo mesmo horário.
O texto destaca que artistas femininas estão entre as mais rentáveis da música country e que mulheres de diferentes gêneros vêm promovendo alguns dos festivais mais lucrativos da indústria, como o Daisy Chain Fields, de Olivia Rodrigo.







