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Froid pergunta o que fãs de direita consomem na música
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Música

Froid pergunta o que fãs de direita consomem na música

Em vídeo, rapper mineiro disse ter se surpreendido ao descobrir que parte do público se identifica com a direita.

O rapper mineiro Froid questionou, em um vídeo publicado nas redes sociais, os fãs de direita que acompanham seu trabalho. Ele afirmou ter descoberto recentemente manifestações de pessoas desse campo político entre seus seguidores e quis saber quais artistas elas consomem.

A provocação passou por nomes ligados à música e por referências políticas. Froid citou Racionais e Bob Marley ao perguntar como alguém de direita se relaciona com obras que abordam questões sociais. Também mencionou Pablo Marçal e Nicolas Ferreira ao questionar se esse público prefere ouvir palestras em vez de reggae.

“Eu nem sabia que tinha, mas comecei a ver várias páginas e manifestações de pessoas que me seguem e são de direita — muito doido isso”, disse o artista.

O debate no rap brasileiro

A fala de Froid aparece em um momento de maior posicionamento político no rap brasileiro, com as eleições de outubro se aproximando. Em 17 de setembro, Xamã participou de um vídeo do coletivo 342 Artes ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Jota.pê e outros 17 artistas. No registro, o grupo repetiu “Bora, Lula” em apoio à reeleição do presidente.

Rashid também abordou os valores associados à origem do gênero. Em 11 de agosto, Dia Nacional do Hip-Hop, ele lançou CUMULONIMBUS, álbum apresentado como um manifesto sobre os fundamentos do rap. Em entrevista, o artista criticou a transformação do gênero em um produto próximo ao pop.

A discussão também se relaciona ao trabalho mais recente de Froid. Humor Negro, seu sétimo álbum, trata das contradições de ser um homem negro bem-sucedido no Brasil e da percepção de que os sentimentos desse grupo são desconsiderados quando não são convenientes.

O disco tem 11 faixas, e oito delas foram produzidas pelo próprio rapper. O projeto retoma a chamada “magia obscura”, estética densa e misteriosa associada à identidade sonora construída por Froid desde o início da carreira.

Antes de Humor Negro, o artista participou do coletivo Um Barril de Rap e lançou trabalhos como Teoria da Água (2018) e O Pior Disco do Ano (2017). A produção é apresentada como parte de uma trajetória ligada à identidade negra e à consciência política.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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