A Fundação Cacique Cobra Coral afirmou que foi acionada emergencialmente para atuar sobre o clima durante o Rock in Rio. O pedido teria sido feito por uma empresa privada atendida pela entidade há anos, e a identidade do cliente não foi divulgada por causa de uma cláusula de confidencialidade.
Na noite de sexta-feira, 11, o público acompanhou os shows de Stray Kids, Alok, Hwasa e Nexz com o céu aberto sobre a Cidade do Rock, enquanto a chuva atingia outras áreas do Brasil. A programação também teve Jamiroquai e PJ Morton.
Quem teria feito o pedido
Osmar Tunikito Santos, porta-voz da fundação, negou que a solicitação tenha partido do festival ou da Prefeitura do Rio de Janeiro. “Foi uma empresa privada que atendemos há anos na área climática que solicitou e atendemos”, afirmou.
Segundo Santos, o contrato impede a divulgação do nome do cliente. Ele também declarou que a entidade deixou de trabalhar diretamente para o festival carioca. A fundação informou ainda que o pedido foi feito às vésperas do fim de semana do evento.
Fundada em 1931 e sediada em Guarulhos, em São Paulo, a Fundação Cacique Cobra Coral se define como uma instituição esotérica voltada à intervenção em desequilíbrios climáticos associados à ação humana. A organização é dirigida por Adelaide Scritori, médium que afirma canalizar o espírito do Cacique Cobra Coral.
De acordo com os preceitos da fundação, a entidade que dá nome ao grupo teria vivido encarnações como Galileu Galilei e Abraham Lincoln. A organização diz realizar rituais para atrair chuva a bacias hidrográficas ou afastar tempestades de eventos e datas específicas, atendendo clientes públicos e privados há décadas.
Nas redes sociais, o tempo seco durante os shows gerou brincadeiras. Um internauta levantou a hipótese de que Bang Chan, do Stray Kids, teria pago pelo serviço. Outra publicação atribuiu a contratação a Alok, para proteger seu show de drones. Não há informação de que qualquer um dos dois tenha feito o pedido.






