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Héloa reúne ritmos, ancestralidade e criação coletiva no álbum ÁRIDA
Foto: Divulgação/Mavi
Música

Héloa reúne ritmos, ancestralidade e criação coletiva no álbum ÁRIDA

Terceiro disco da trilogia da cantora sergipana combina referências afro-indígenas, árabe-africanas e sons de diferentes tradições brasileiras.

O álbum ÁRIDA, de Héloa, chega ao público nesta quinta, 8, com uma proposta que atravessa música, território e ancestralidade. Em vez de tratar o sertão apenas pela falta de água e pela escassez, a cantora sergipana constrói um trabalho inspirado na riqueza cultural do semiárido, da Caatinga e de outros territórios interioranos, sertanejos e ribeirinhos.

A artista afirma que o disco nasceu de uma investigação sobre as referências afro-indígenas e árabe-africanas presentes na formação cultural do Brasil. Essa pesquisa também se relaciona às experiências de Héloa no candomblé e às caminhadas por aldeias indígenas. “Nasci no litoral, mas sempre tive uma conexão com a história dos meus antepassados”, explica.

Um mosaico de ritmos e vozes

Terceiro álbum de uma trilogia iniciada com Opará, de 2019, e seguida por yIDé, de 2022, ÁRIDA combina forró, baião, rap, xaxado, afrobeat e reggae. Tambores, pífano e djembê aparecem ao lado de beats eletrônicos e samples, em uma tentativa de reunir diferentes expressões da diáspora africana.

Os sons dos terreiros de Candomblé e das aldeias indígenas também orientam o trabalho. Héloa cita a influência do povo indígena Sabuká Kariri-Xocó, matriz de sua família, e os rojões e torés, descritos por ela como cantos aguerridos. O produtor Yuri Queiroga divide com a cantora a direção musical do álbum.

A criação ainda reúne parceiros como Tiganá Santana, Jorge Du Peixe, Liu Kid, Yuri Queiroga e Souto MC. Entre os colaboradores das faixas estão Mestrinho, Maestro Spok, Luedji Luna, Cauê Silva e o grupo indígena Sabuká Kariri-Xocó.

“Dança N’kisi Dança”, primeiro single do projeto, foi feita com Liu Kid e Luedji Luna. A faixa celebra o Candomblé e destaca palavras de origem banto presentes no português falado no Brasil. Já “Louva a Deusa” tem a participação de Jéssica Areias e aborda o encontro entre mulheres de diferentes lugares e culturas.

O repertório inclui ainda “Acenda Essa Fogueira”, que ganhará um videoclipe gravado na aldeia Kariri-Xocó, além de releituras de “Flor de Mandacaru”, de Chico César, “Charles Ilê”, de Carlinhos Brown, e “De Amor Eu Morrerei”, de Dominguinhos e Anastácia.

Imagem, território e coletividade

A identidade visual do disco inclui o “Manto Árida”, criado à mão pelo estilista sergipano Althair Santo e inspirado na obra de Arthur Bispo do Rosário. A peça reúne palavras costuradas das músicas, das referências e dos povos pesquisados por Héloa, que assina a direção artística e criativa do projeto.

A cantora também dirige e conduz Originários, primeira série documental indígena de Sergipe, ao lado de Daniella Hinch. O projeto tem 6 episódios e apresenta histórias narradas pelos próprios povos originários e pelas aldeias que resistem no estado. Parte dos sons extraídos desse território estará na série e no álbum.

Para Héloa, a coletividade é um princípio presente em sua trajetória e na construção de ÁRIDA. O álbum será levado ao palco com dança e balé, mantendo a ideia de uma criação feita por várias mãos.

A agenda começa em 11 de outubro, no Festival Curau, em Piracicaba. O show de lançamento será em 18 de outubro, no CCSP, em São Paulo. Depois, o projeto passa pelo Sesc Copacabana, em 20 de outubro; pelo Sesc Ramos, em 22 de outubro; pelo Sesc Nova Iguaçu, em 23 de outubro; e pelo Sesc Quitandinha, em 24 de outubro. As últimas datas informadas são 30 de outubro e 06 de novembro, no Festival Rock The Mountain, em Itaipava.

O lançamento é contemplado pelo Edital de Fomento à Música para a Cidade de São Paulo. Com ÁRIDA, Héloa convida o público a rever imagens cristalizadas sobre o Brasil e a se aproximar dos saberes produzidos nos territórios retratados no disco.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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