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Quatro espécies de percevejos recebem nomes ligados a Taylor Swift
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Música

Quatro espécies de percevejos recebem nomes ligados a Taylor Swift

Insetos australianos foram reunidos no gênero Swiftiephylus, criado após a identificação de quatro espécies relacionadas à cantora.

Quatro espécies de percevejos verdadeiros encontradas na Austrália foram batizadas em homenagem a Taylor Swift. Os insetos foram reunidos no gênero Swiftiephylus pela entomologista Sarah Schroeder, da Universidade da Califórnia, Riverside (UCR), em um estudo publicado na revista científica Insect Systematics & Evolution.

Pequenos e de cores vivas, os animais pertencem à família Miridae, conhecida como percevejos de plantas. Eles se alimentam sugando a seiva de caules e brotos e têm vidas curtas, que duram apenas um ou dois meses. Também usam feromônios para encontrar parceiros.

As espécies apresentam manchas rosa-avermelhadas e corpo claro, combinação que ajuda na camuflagem entre as flores dos pinheiros-australianos. Esses ambientes também abrigam uma grande diversidade de outros insetos.

Os nomes inspirados na cantora

Schroeder começou a pesquisa em 2022, quando era doutoranda do primeiro ano. As cores dos insetos lembraram a ela o batom vermelho associado a Taylor Swift. A pesquisadora, de 27 anos, analisou 593 espécimes coletados em expedições à Austrália mais de 20 anos antes.

A partir da comparação entre o DNA, as características físicas e exemplares preservados em museus ao redor do mundo, Schroeder identificou quatro espécies distintas, mas estreitamente relacionadas. Elas passaram a fazer parte do gênero Swiftiephylus.

A espécie que dá nome ao gênero foi batizada de Swiftiephylus taylorae e tem uma mancha vermelha no centro do dorso. As outras três receberam nomes ligados a álbuns da cantora: S. amator faz referência a Lover (2019); S. intrepidus remete a Fearless (2008); e S. poetorum homenageia The Tortured Poets Department (2024).

As quatro espécies têm espinhos próximos à extremidade do órgão genital. A função dessas estruturas durante o acasalamento ainda não foi identificada. “Alguém deveria congelá-los rapidamente enquanto estão em cópula e examinar as estruturas”, afirmou Christiane Weirauch, orientadora e coautora do estudo.

Uma pesquisa com significado pessoal

Schroeder cresceu em Rochester, Minnesota, e se aproximou da mãe ouvindo músicas de Swift. Ela mantém fotos da cantora no escritório e pretende caminhar até o altar ao som de Enchanted no ano que vem.

Para a pesquisadora, o trabalho une o interesse pela música ao estudo da ciência e do mundo natural. “Eu simplesmente adoro tentar descobrir o que existe por aí e o que aconteceu no passado”, disse Schroeder.

A pesquisa também chama atenção para a quantidade de espécies ainda desconhecidas. Cerca de 10% da biodiversidade da Terra foi catalogada e descrita formalmente, enquanto a estimativa é de que existam entre 5 e 20 milhões de espécies de insetos aguardando descoberta.

Christiane Weirauch afirma que a falta de conhecimento sobre esses animais dificulta compreender o que pode ser perdido em meio às alterações humanas no ambiente. Schroeder faz parte de uma geração de jovens taxonomistas, biólogos responsáveis por identificar e descrever espécies, que busca reconhecimento para a área.

Quando apresenta suas descobertas ao público, a pesquisadora relata que as pessoas demonstram interesse diante da possibilidade de existirem espécies ainda não descritas.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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