LOS ANGELES — A Interscope Records entrou na Justiça contra Summer Walker e pediu uma indenização de pelo menos US$ 50 milhões. A gravadora, pertencente à UMG, afirma que a cantora ainda precisa entregar dois álbuns de estúdio e um EP previstos em seu contrato fonográfico.
A ação foi ajuizada na sexta-feira, no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, depois que Walker comunicou à Interscope que encerraria o vínculo com base na chamada “regra dos sete anos”, uma lei trabalhista da Califórnia que, em geral, limita a sete anos os contratos de prestação de serviços pessoais, incluindo acordos fonográficos.
Segundo a gravadora, o contrato assinado em 2017 e alterado posteriormente previa a entrega de cinco álbuns de estúdio. Os trabalhos Last Day of Summer (2018) e CLEAR (2019) foram classificados como “projetos pré-álbum” e, por isso, não entraram nessa contagem.
A Interscope sustenta que as gravações ainda não entregues continuam previstas no acordo. A empresa afirma que a falta dos projetos causou prejuízos, incluindo lucros que seriam obtidos caso a cantora cumprisse todas as obrigações contratuais. O valor final da indenização deverá ser definido no julgamento.
Disputa sobre o contrato
A cantora informou à gravadora, em agosto, que deixaria de prestar os serviços previstos no acordo. Em uma carta citada na ação, Walker afirmou: “a partir de 27 de agosto de 2026, a Sra. Walker não mais prestará serviços nos termos do contrato”.
O contrato já havia sido questionado por especialistas da indústria musical, que apontaram duração incerta e pouca flexibilidade para a artista. A versão final previa um adiantamento inicial de US$ 110 mil, com valores maiores para os álbuns seguintes. A taxa de direitos autorais dos dois primeiros álbuns foi fixada em 16%, mas o pagamento dependeria da recuperação do adiantamento e de outros custos descontados dos ganhos da cantora.
Keith Moten, advogado de Summer Walker, afirmou que a equipe pretende apresentar uma reconvenção contra a Interscope. Ele disse que a defesa está confiante no direito da cantora de contestar a continuidade da exigibilidade do contrato e que ela continua aberta a uma solução construtiva.
A gravadora também pediu juros referentes ao período anterior à sentença, custas processuais e outras medidas que o tribunal considerar apropriadas. Um porta-voz da Interscope afirmou que o prazo legal tornou necessário ajuizar a ação para preservar os termos do contrato e declarou respeito por Walker e por sua música.







