Jack Black associa uma experiência do Nirvana à forma como passou a enxergar os shows. Para o ator e músico, a plateia tem um papel tão importante quanto a banda na construção de uma apresentação marcante. O show do grupo liderado por Kurt Cobain foi citado por ele como um momento decisivo em sua trajetória.
Black afirmou que, mesmo com a força do Nirvana, o resultado não seria o mesmo diante de um público pouco envolvido. “É preciso dois para dançar tango”, disse, ao destacar que a conexão entre artistas e espectadores também define a dimensão de um show.
A relação do artista com o rock vai além das lembranças de apresentações. Conhecido por atuar em Escola de Rock (2003), Jumanji: Bem-vindo à Selva (2017) e Kung Fu Panda (2008), ele é o vocalista do Tenacious D, banda que recebeu o Grammy de Melhor Performance de Metal em 2015 por uma versão de “The Last in Line”, de Ronnie James Dio.
Black também já participou de apresentações e gravações do Foo Fighters e de tributos a Ozzy Osbourne. Em uma entrevista, comparou o Led Zeppelin aos Beatles e aos Rolling Stones e colocou o grupo britânico no topo de sua lista.
“Led Zeppelin… a maior banda de rock ‘n’ roll de todos os tempos. Melhor que os Beatles, melhor que os Rolling Stones”, afirmou.
O álbum do Radiohead
Apesar da preferência pelo Led Zeppelin, Black também chamou atenção para The Bends, segundo álbum do Radiohead, lançado em 1995. Ele diferenciou o disco de OK Computer: para uma experiência conceitual, indicou o segundo; para um rock mais direto, apontou The Bends.
O músico contou que precisou ouvir o álbum algumas vezes até compreender sua proposta. Depois dessa descoberta, voltou a relacionar a banda à ideia de excelência na história do rock. Na avaliação dele, as jams do Led Zeppelin são incomparáveis, e a melhor maneira de perceber isso é ouvir os álbuns do grupo em sequência.







