Dados preliminares da Luminate apontam que Macklemore quase dobrou as reproduções de seu catálogo nos Estados Unidos depois de ser retirado da Loop Tour, de Ed Sheeran. Entre domingo, 13, e terça, 15, o volume passou de pouco mais de 1 milhão para quase 2 milhões de execuções, uma alta de 97% em três dias.
A mudança ocorreu após discursos pró-Palestina feitos pelo rapper em shows em New Jersey. A faixa “Hind’s Hall”, ligada ao posicionamento de Macklemore sobre a guerra em Gaza, concentrou parte importante do crescimento. Na segunda, 14, a música saltou de pouco mais de 5 mil para cerca de 43 mil reproduções diárias nos EUA, avanço de 693% em um único dia.
Na terça, a canção chegou a quase 87 mil execuções, o melhor resultado em mais de dois anos. O recorde histórico era de 88 mil reproduções, alcançado em 5 de junho de 2024, menos de um mês depois do lançamento. Já “Hind’s Hall 2”, parceria de Macklemore com Anees, MC Abdul e Amer Zahr, subiu de menos de 2 mil para mais de 22 mil reproduções no mesmo intervalo.
Alta também no catálogo antigo
O crescimento alcançou músicas lançadas anteriormente. “Can’t Hold Us”, de Macklemore, Ryan Lewis e Ray Dalton, voltou à lista diária do Spotify nos EUA na terça, na 166ª posição. No dia seguinte, avançou para o 95º lugar.
As faixas solo de Macklemore cresceram 172% e chegaram a 767 mil execuções. Os dados indicam que o movimento nas plataformas aconteceu de forma orgânica, impulsionado pela cobertura do caso e pela solidariedade de outros artistas.
Aaron Rowe, que também deixou a turnê, registrou quase 80 mil reproduções nos EUA na terça, alta de 2.665% em relação ao dia anterior. A banda irlandesa Beoga teve quase 27 mil reproduções na mesma data, crescimento de 1.092% sobre a segunda e seu melhor resultado no país desde março.
Ed Sheeran manteve cerca de 3,7 milhões de execuções diárias nos EUA, sem variação relevante no período. O cantor negou ter sido responsável pela saída de Macklemore e atribuiu a decisão ao promotor Messina Touring Group, após pressão de proprietários de estádios liderada por Robert Kraft, dono do Gillette Stadium.







