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Palavrões limitaram presença dos Raimundos nas rádios, avalia Digão
Foto: reprodução/YouTube
Música

Palavrões limitaram presença dos Raimundos nas rádios, avalia Digão

Guitarrista afirma que Mamonas Assassinas evitaram termos impróprios e conseguiram levar humor e irreverência às músicas sem o mesmo veto.

A presença dos Raimundos nas rádios foi prejudicada pelo uso de palavrões, na avaliação de Digão. Guitarrista e vocalista da banda, ele afirmou que essa escolha abriu espaço para os Mamonas Assassinas alcançarem um desempenho comercial maior.

Em entrevista ao Lado A Podcast, Digão disse que os Raimundos chegaram primeiro ao mercado com um humor espontâneo e sem compromisso. O grupo, porém, não evitava palavras consideradas impróprias, o que levou programadores a vetarem a execução de algumas faixas nas rádios.

Os Mamonas Assassinas, por outro lado, teriam encontrado uma forma de manter a malícia, a sacanagem e a zoeira nas letras sem recorrer ao mesmo tipo de linguagem. Para Digão, essa diferença ajudou a banda a conquistar mais espaço.

“O Raimundos era engraçado porque era engraçado, não porque queria ser engraçado. E os Mamonas também — eu vi o documentário, os caras eram engraçados também. Só que eles foram um pouco mais inteligentes que a gente”, declarou.

O músico explicou que os palavrões apareciam no fim das músicas dos Raimundos e bastavam para comprometer a veiculação nas emissoras. Por isso, a rotação das canções do grupo ficou limitada, pelo menos inicialmente, durante o início dos anos 1990.

A banda conseguiu emplacar músicas na FM já no fim da década. Digão também contestou a ideia de que os Raimundos teriam seguido a onda dos Mamonas Assassinas. “Não, foi o contrário. O Raimundos veio primeiro”, afirmou.

Raimundos e Mamonas Assassinas tiveram trajetórias semelhantes como fenômenos do rock nacional, especialmente pelo uso de letras escrachadas e do humor como parte de suas músicas.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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