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Peter Frampton relembra convite para o The Who e os dias de falência em documentário
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Peter Frampton relembra convite para o The Who e os dias de falência em documentário

Filme dirigido por Rob Arthur acompanha os momentos decisivos da carreira do músico, da adolescência ao diagnóstico de miosite por corpos de inclusão.

Peter Frampton chegou a ser convidado por Pete Townshend para tocar em uma turnê do The Who, mas a proposta não avançou. Anos depois, já sem contrato com a gravadora e praticamente falido, o músico precisou pedir US$ 100 mil emprestados a Ahmet Ertegun. As histórias aparecem no documentário Frampton, dirigido por Rob Arthur, líder da banda de Frampton há muitos anos.

O filme estreou em 4 de junho no Festival de Cinema de Tribeca e será exibido no Festival de Cinema de Nashville em 24 de setembro. A produção combina imagens de arquivo com entrevistas de Frampton, da ex-esposa, dos filhos, de integrantes da banda e de nomes como Roger Daltrey, Tom Morello, Sheryl Crow, Cameron Crowe, Herb Alpert, Glyn Johns e Kate Hudson.

Do sucesso adolescente ao estúdio com George Harrison

Antes de se tornar uma estrela mundial, Frampton já havia chamado atenção por seu talento. Aos 14 anos, ele gravou “Hole in My Soul” com o grupo de R&B The Preachers. Bill Wyman, baixista dos Rolling Stones, produziu a sessão, que marcou a primeira experiência do músico em um estúdio de gravação.

Wyman recorda que ficou impressionado com as frases de jazz tocadas pelo adolescente. A produção também revisita a passagem de Frampton pelo The Herd. Quando a banda começou a fazer sucesso, revistas voltadas ao público adolescente passaram a destacar sua aparência e o chamaram de “O Rosto de 68”. O músico diz que não gostava da atenção concentrada nele, enquanto os outros integrantes eram deixados de lado.

Depois, Frampton integrou o Humble Pie e deixou o grupo em 1971 para iniciar a carreira solo. O reconhecimento internacional veio com o álbum ao vivo Frampton Comes Alive!, de 1976. A produção também aborda a participação dele no filme Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, de 1978, estrelado ao lado dos Bee Gees e considerado um fracasso de bilheteria.

Entre as lembranças mais marcantes do guitarrista está o trabalho em All Things Must Pass, de George Harrison. Embora não tenha recebido crédito como músico, Frampton tocou violão em várias partes do álbum. No documentário, ele retorna aos estúdios Abbey Road e fala sobre as gravações feitas ao lado de Harrison.

“Todo mundo acha que vou dizer Frampton Comes Alive!”, afirma. Para ele, uma das experiências mais importantes foi tocar com Harrison e conversar com Phil Spector durante as sessões.

Drogas, perdas e uma carreira reconstruída

A fama também trouxe uma rotina intensa de shows e pressão para superar o sucesso do álbum ao vivo. Em meados da década de 1970, Frampton passou a consumir cada vez mais cocaína. Ele conta que, durante a turnê de I’m in You, estava se automedicando mais do que nunca.

O músico aceitou participar de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band depois de entender que Paul McCartney também estaria no filme. Ao descobrir que McCartney não fazia parte do projeto, Frampton já havia assinado o contrato.

No início da década de 1980, Pete Townshend ligou para perguntar se ele teria interesse em entrar para o The Who como guitarrista de turnê. A ideia era que Townshend pudesse ficar em casa e se dedicar à composição. Frampton pediu que o músico conversasse primeiro com Roger Daltrey e John Entwistle, mas levou semanas para receber novo contato. Quando Townshend voltou a falar com ele, a proposta havia sido abandonada.

Pouco depois, Frampton descobriu que tinha muito menos dinheiro no banco do que imaginava. Sem o apoio da gravadora, recorreu a Ahmet Ertegun, fundador da Atlantic Records, para conseguir dinheiro emprestado. “Aquele foi um dos momentos mais baixos para mim”, diz.

A retomada veio com David Bowie. Em 1987, Frampton tocou guitarra no álbum Never Let Me Down e participou da turnê que levou o músico novamente a grandes palcos. Embora o disco tenha sido mal recebido e depois renegado pelo próprio Bowie, a excursão ajudou Frampton a reconstruir a carreira. No início dos anos 1990, ele montou uma banda e voltou a fazer turnês.

Os desafios para continuar tocando

A parte final do documentário acompanha a vida de Frampton depois do auge, incluindo um acidente de carro, o fim do primeiro casamento, a perda de praticamente todo o dinheiro por causa de uma administração financeira ineficiente e o diagnóstico de miosite por corpos de inclusão.

A doença muscular tornou mais difícil sair em turnê e tocar guitarra. Para continuar se apresentando, o músico mantém uma rotina intensa de exercícios. Ele caminha com uma bengala, tem dificuldade para segurar o celular, move-se lentamente e perde o equilíbrio com frequência.

Mesmo assim, Frampton busca novas formas de executar as músicas. “Estou aprendendo a fazer aquilo que ouço aqui [na minha cabeça] com dedos que talvez não queiram ir exatamente para o lugar que eu quero”, afirma no filme.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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