Lançado em 1991, Nevermind transformou o Nirvana em um dos maiores nomes do rock e ajudou a levar o grunge e o rock alternativo ao topo das rádios e da MTV. O álbum já vendeu mais de 24 milhões de cópias no mundo e continua atravessando gerações.
Gravado ao longo de um ano com o produtor Butch Vig, em Wisconsin e Los Angeles, o disco também acumulou episódios curiosos durante sua produção. Confira 10 deles.
Antes do contrato com a grande gravadora
- O Nirvana começou a gravar as músicas em 1990, ainda pensando em um segundo lançamento pela Sub Pop. A banda conheceu Butch Vig por meio de Bruce Pavitt, cofundador do selo, e registrou seis faixas com o produtor. Entre as primeiras versões estavam Lithium e Polly.
O trabalho começou em Wisconsin e foi concluído em Los Angeles, no Sound City, depois que o grupo assinou contrato com uma grande gravadora.
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O Sonic Youth teve papel importante na contratação do Nirvana pela DGC. Kurt Cobain admirava Kim Gordon e Thurston Moore e ficou honrado quando sua banda abriu os shows da turnê de 1991 do grupo. A dupla também incentivou o contrato com a Gold Mountain, empresa de gerenciamento do Sonic Youth, e com a DGC.
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O nome original do álbum era Sheep. A ideia vinha de uma piada interna de Cobain sobre as massas que se reuniriam para comprar o disco. O músico chegou a criar um anúncio falso e uma biografia inventada para a banda.
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Dave Grohl não foi o único baterista presente nas gravações. Chad Channing ainda fazia parte do Nirvana quando as sessões começaram no Smart Studios. Sua contribuição em Polly permaneceu no álbum, embora não tenha sido creditada no lançamento original. Grohl seria o quinto e último baterista da banda.
Decisões de estúdio e faixa escondida
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Butch Vig convenceu Cobain a gravar os vocais em duas pistas. A técnica, associada ao produtor George Martin e ao uso feito por John Lennon, deixou as vozes mais densas. Cobain inicialmente resistiu, por considerar o resultado artificial, mas depois adotou o recurso nas gravações.
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Endless, Nameless foi incluída por acidente nas primeiras prensagens. A faixa surgiu durante uma sessão difícil de Lithium, quando Cobain não conseguia acertar as partes de guitarra. Vig decidiu manter o registro barulhento e agressivo, planejado como uma música escondida depois de 10 minutos de silêncio ao fim de Something in the Way.
A inclusão foi combinada verbalmente com Howie Weinberg, responsável pela masterização, e a faixa acabou ficando de fora das primeiras versões. Mais tarde, ela foi acrescentada novamente.
- Cobain mudou de opinião sobre a mixagem final feita por Andy Wallace, que já havia trabalhado com o Slayer. No começo, a banda elogiou o trabalho do produtor. Depois que as vendas cresceram, porém, Cobain disse em entrevistas ao biógrafo Michael Azerrad que estava envergonhado com o resultado e o considerava limpo e superficial demais.
A capa e a disputa pelo topo
- A capa nasceu do interesse de Cobain por partos na água. Depois de assistir a um documentário sobre o tema com Grohl, o músico quis usar uma imagem desse tipo, mas a gravadora considerou a ideia explícita. A alternativa foi uma fotografia feita por Kirk Weddle em uma piscina para bebês, com Spencer Elden nadando em direção a uma nota de um dólar presa a um gancho.
Cobain não aceitou editar a imagem nem retirar o pênis de Elden para algumas lojas.
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Cobain afirmou que havia uma foto do Kiss escondida na contracapa. A imagem ficaria ao fundo de uma colagem criada pelo vocalista, ao lado da lista de faixas e de uma fotografia de um macaco de borracha. A composição também reunia imagens de genitais doentes e pinturas relacionadas ao Inferno de Dante.
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No início de 1992, Nevermind tirou Dangerous, de Michael Jackson, do topo das paradas. A conquista marcou o auge da ascensão do Nirvana e reforçou a força do álbum fora do circuito alternativo.







