Roger Waters construiu, ao longo de décadas, uma reputação por opiniões diretas sobre outros artistas. O cofundador do Pink Floyd já criticou nomes como U2, The Weeknd, Drake, AC/DC, Sex Pistols e Black Sabbath, além de ter feito comentários duros sobre antigos companheiros de banda.
Pop e rock sob a mira
Em 2022, durante a turnê This Is Not a Drill, Waters afirmou ao Globe and Mail que não conhecia The Weeknd. Na mesma entrevista, ao descobrir que o jornalista havia sido escalado para acompanhar um show do cantor, comparou sua própria importância à de The Weeknd e Drake, dizendo que números de reproduções não determinavam o impacto histórico de um artista. Depois, reconheceu que havia ouvido de outras pessoas que The Weeknd era um grande artista.
Drake também foi citado nessa conversa, embora não tivesse feito comentários sobre Waters. O músico britânico relacionou sua avaliação ao peso que atribui a trabalhos como The Dark Side of the Moon (1973) e Wish You Were Here (1975).
O U2 foi alvo de uma crítica ligada a The Wall (1979). Em entrevista à Rolling Stone, em 2019, Waters afirmou que Bono havia questionado o excesso de teatralidade do Pink Floyd no início da carreira do grupo irlandês. Para ele, a banda acabou adotando depois uma grandiosidade semelhante à que criticava.
Em conversa com Joe Rogan, divulgada pelo Guitar.com, Waters disse que não tinha interesse em rock and roll barulhento e citou AC/DC e Eddie Van Halen. Sobre o guitarrista, afirmou reconhecer a possibilidade de ele ser brilhante, mas declarou que seu trabalho simplesmente não o interessava.
Sex Pistols e Black Sabbath
Waters também descreveu os Sex Pistols como uma criação fabricada, associada a uma tentativa de fazer barulho e à administração de alguém que vendia roupas em uma loja. Ao comentar a morte de Sid Vicious, afirmou que o falecimento contribuiu para transformar o grupo em um ícone. David Gilmour discordou da avaliação e defendeu que o punk trouxe contribuições importantes ao rock.
A crítica ao Black Sabbath veio após a morte de Ozzy Osbourne, em julho de 2025. Questionado pelo The Independent Ink, Waters afirmou: “Não dou a mínima para o Black Sabbath, nunca dei.” Sharon Osbourne reagiu nas redes sociais e disse que ele deveria pular na água com um tijolo amarrado ao pescoço. Waters respondeu que preferia ignorar a declaração.
Conflitos com o Pink Floyd
A saída do Pink Floyd, em 1985, também marcou uma disputa. Waters acreditava que a banda encerraria as atividades, mas David Gilmour e Nick Mason decidiram continuar usando o nome. O músico foi à Justiça para tentar impedir o uso da marca e classificou o grupo como uma força criativa esgotada. Ele perdeu a disputa após dois anos.
Sobre The Division Bell (1994), último álbum de estúdio do Pink Floyd sem sua participação, Waters afirmou: “É simplesmente um absurdo do começo ao fim.” Também disse que nunca se sentiu feliz ao lado dos demais integrantes e os descreveu como tóxicos.







