SÃO PAULO — A SIM São Paulo terá uma programação distribuída por diferentes espaços do Conjunto Nacional na edição de 2026. Entre 30 de novembro e 3 de dezembro, a conferência ocupará a Avenida Paulista durante o dia e levará shows a casas da cidade à noite.
A agenda diurna será realizada das 10h às 20h, de segunda a quarta. O Cine Marquise receberá os painéis, enquanto o Blue Note 2 será dedicado a apresentações de novos artistas. O Blue Note 1 concentrará encontros para troca de contatos, e o Jardim Nacional abrigará a Feira SIM, com empresas, organizações, livros sobre música e discos de vinil. O Teatro YouTube e o Instituto Cervantes também estarão no circuito.
Nova proposta para o mercado
A conferência terá mais de 100 painéis e mais de 300 conferencistas, além de rodadas estruturadas de negócios e um espaço voltado exclusivamente para reuniões entre empresas. Os ingressos para as modalidades Conferência e Negócios já estão à venda.
A nova gestão pretende ampliar a conexão do evento com toda a cadeia produtiva da música, incluindo gravadoras, editoras, plataformas de música digital, agências de agenciamento, escritórios de artistas, marcas, poder público e compradores internacionais. “Nossa entrada na liderança da SIM São Paulo é para furar essa bolha, manter o trabalho com a base, mas nos conectar ao mercado amplo e olhar para a música como mercado”, afirma Coy Freitas.
A operação da SIM São Paulo foi comprada em setembro de 2025 por Luiz Calainho, fundador do grupo L21, e Coy Freitas, da Otorongo Produções. As duas empresas dividiram igualmente a aquisição feita com Fabiana Batistela, fundadora da Semana Internacional de Música de São Paulo.
Dimensão internacional
A organização espera receber cinco mil pessoas credenciadas e delegações de mais de 20 países. O evento também busca apresentar a produção musical brasileira ao mercado mundial de forma organizada, em uma iniciativa inspirada em conferências internacionais de música, tecnologia, cinema e cultura.
O setor musical movimenta cerca de R$ 116 bilhões por ano no Brasil e envolve aproximadamente 4 milhões e 300 mil pessoas, entre empregos formais, informais e temporários. Também reúne 300 mil empresas formais ligadas à atividade. Em 2026, artistas brasileiros estão entre os mais ouvidos do mundo, enquanto a receita da música latina nos Estados Unidos ultrapassou US 542 milhões no primeiro semestre.







