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Thom Yorke e Harry Styles falam sobre criação, fama e novos caminhos
Música

Thom Yorke e Harry Styles falam sobre criação, fama e novos caminhos

Em Londres, os músicos relembraram o encontro em Roma e conversaram sobre composição, vulnerabilidade e reinvenção artística.

Thom Yorke e Harry Styles se reuniram em um estúdio perto de Camden Town para uma conversa sobre composição, fama, fãs e os desafios de continuar criando sem repetir o passado. O encontro também marcou a retomada de uma amizade iniciada em Roma, quando Styles reconheceu o vocalista do Radiohead caminhando pela cidade.

Em 2024, Styles encontrou Yorke em uma rua de paralelepípedos, antes de um show do The Smile. O cantor estava ouvindo A Moon Shaped Pool, álbum do Radiohead, e identificou Yorke por causa de um boné com a palavra “Acid”. Styles contou que Yorke era uma pessoa que ele tinha medo de conhecer. Yorke, por sua vez, ficou surpreso ao vê-lo andando sem segurança.

A conversa passou pela relação dos dois com a exposição pública. Styles disse que aprendeu a caminhar pelas ruas depois de passar por um período de isolamento durante a fase em que integrava o One Direction. Para Yorke, andar e observar as pessoas também se tornou parte do processo criativo. Ele contou que escreveu “A Wolf At The Door” durante uma caminhada de dois dias e meio, na chuva.

Criar sem repetir o sucesso

Yorke afirmou que não consegue refazer uma música depois de lançá-la, citando “Everything in Its Right Place” como exemplo. Para ele, a pressão para repetir um resultado bem-sucedido transforma a criação em um trabalho por encomenda. Styles falou sobre o ciclo em que uma obra nasce de uma experiência humana e, depois do sucesso, passa a ser cercada por expectativas.

Os dois também abordaram a síndrome do impostor. Styles explicou que, muitas vezes, as melhores ideias parecem simplesmente acontecer, o que pode dificultar a sensação de autoria. Yorke disse que o compositor precisa estar presente para reconhecer esses momentos, mesmo durante períodos de insegurança.

A dupla ainda comparou a criação musical ao surfe: a prática prepara o artista para aproveitar uma oportunidade quando ela aparece. Styles contou que suas músicas podem começar com um verso, uma melodia ou um trecho para piano. Yorke disse que gosta de descobrir por que uma gravação funciona somente depois que ela está pronta.

Novos trabalhos e apresentações

Yorke revelou que trabalha em um álbum solo ainda não anunciado oficialmente. Em 2024, lançou dois álbuns com o The Smile, banda formada com Jonny Greenwood e Tom Skinner. O Radiohead também voltou aos palcos depois de sete anos e tem novas residências previstas na Austrália e no Japão em 2027.

Styles falou sobre Kiss All the Time. Disco, Occasionally., álbum que, segundo ele, foi desenvolvido em grande parte no estúdio e refletiu seu interesse por sair para dançar. O cantor também encerrou uma residência de 12 noites no Estádio de Wembley, em Londres. Yorke esteve na primeira apresentação e dançou desde a primeira música.

No fim da conversa, os dois falaram sobre a emoção de se apresentar ao vivo. Styles afirmou que os shows em Londres representaram o apoio de muitas pessoas. Yorke lembrou o primeiro show do Radiohead em Madri, no ano passado, quando a banda precisou atravessar a plateia antes de subir ao palco. Para ele, a situação foi tão intensa que todos precisaram se controlar para não chorar.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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