Andréa Beltrão viveu uma relação difícil com o autor Carlos Lombardi nos bastidores de Vira-Lata, novela que protagonizou em 1996. Anos depois, ele afirmou que não gostaria de voltar a trabalhar com a atriz, embora tenha elogiado sua atuação.
Críticas nos bastidores
Em entrevista ao livro A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo, escrito por André Bernardo e Cíntia Lopes, Lombardi relatou que tinha dificuldades para lidar com Andréa durante as gravações. O autor disse que ela parecia insatisfeita com o trabalho e com os colegas de elenco.
“Foi chata pra caramba”, afirmou Lombardi. Ele também declarou que considerava Andréa uma atriz brilhante, mas criticou o que descreveu como mau humor e falta de empatia popular. Para o escritor, o problema estava na convivência nos bastidores, e não na capacidade profissional da artista.
Na trama, Andréa interpretou Helena, uma das personagens centrais. Glória Menezes e Humberto Martins também estavam nos papéis principais, mas a produção enfrentou dificuldades durante a exibição.
Mudanças na novela
Glória Menezes ficou insatisfeita com sua personagem e pediu para deixar a história. Como alternativa, Lombardi criou Laura, irmã da personagem, papel assumido por Susana Vieira.
O autor ainda alterou os rumos da novela ao ampliar o espaço de Renata, interpretada por Carolina Dieckmann. Com o tempo, a personagem ganhou destaque na trama.
Mais tarde, Lombardi avaliou que Vira-Lata não saiu como esperava e classificou a produção como sua pior novela. Ele também afirmou que os problemas envolvendo as protagonistas prejudicaram a identificação do público com a história.
A novela foi exibida em 1996, não tinha sido reprisada na televisão e voltou a chamar atenção depois de ser disponibilizada no Globoplay. Além de Andréa Beltrão, o elenco reunia Murilo Benício, Marcello Novaes, Deborah Secco e Betty Lago. Anos depois, a atriz conquistou o público com a série Tapas & Beijos.







