O reajuste do Bolsa Família continua válido mesmo se Luiz Inácio Lula da Silva deixar a Presidência após as eleições. O aumento de 15,04% foi oficializado pelo Decreto nº 13.120, assinado em 17 de setembro, e começou a produzir efeitos financeiros em outubro de 2026.
Com a atualização, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691 por família. A mudança não é cancelada automaticamente por uma eventual troca de governo, já que o decreto entrou em vigor na data de sua publicação e determinou os efeitos financeiros a partir do primeiro dia do mês seguinte.
Novos valores do programa
O reajuste considera a inflação acumulada medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a correção tem o objetivo de preservar o poder de compra das famílias atendidas.
O Benefício de Renda de Cidadania passa a ser de R$ 164 por integrante. Já o Benefício Primeira Infância sobe para R$ 173 por criança. O Benefício Variável Familiar também aumenta, de R$ 50 para R$ 58, contemplando gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes dentro das faixas previstas nas regras do programa.
A projeção oficial indica ainda que o benefício médio pode passar de R$ 675 para aproximadamente R$ 777 por família.
Calendário de pagamentos
Os pagamentos de outubro começam em 19 de outubro e seguem até 30 de outubro. A data de depósito depende do último dígito do NIS do responsável familiar.
Em novembro, os depósitos serão realizados entre os dias 16 e 30. Em dezembro, o calendário será antecipado, com pagamentos programados entre 10 e 23 de dezembro.
Quem já tem direito ao Bolsa Família não precisa solicitar a atualização. Os valores corrigidos entram automaticamente na folha, conforme a composição familiar e as regras do programa.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social já havia informado que o programa não seria interrompido depois das eleições. Um novo governo poderá alterar regras futuras por meio dos instrumentos legais adequados, mas a derrota eleitoral, por si só, não cancela o reajuste já estabelecido.
Até que seja adotada uma nova medida dentro das regras legais e orçamentárias, permanecem válidos o benefício mínimo de R$ 691 e os adicionais corrigidos pelo Decreto nº 13.120.







