Famílias com filhos terão novos cálculos no Bolsa Família a partir da folha de pagamentos de outubro de 2026. O valor recebido depende da composição do lar, da idade das crianças e da soma dos benefícios adicionais. Em alguns casos, o pagamento ultrapassa R$ 1.000.
A atualização foi oficializada pelo Decreto nº 13.120, publicado no Diário Oficial da União. Com a recomposição de 15,04%, o piso nacional passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado por família chegou a R$ 777. Os valores estarão disponíveis para saque a partir do dia 19, conforme o calendário baseado no dígito final do NIS.
Novos valores por integrante
O Benefício Primeira Infância (BPI) passou a pagar R$ 173 por criança de zero até sete anos incompletos. Antes, o valor era de R$ 150.
O Benefício Variável Familiar (BVF) agora é de R$ 58 para gestantes, nutrizes e crianças ou adolescentes de 7 a 18 anos incompletos. O pagamento anterior era de R$ 50.
Também existe o Benefício Complementar (BCO), usado quando a soma dos demais repasses não alcança o piso de R$ 691. A correção considera o acúmulo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Simulações para famílias com filhos
Em uma família formada por mãe e um filho de até 6 anos, o cálculo reúne R$ 328 do BRC de 2 pessoas e R$ 173 do adicional de Primeira Infância. A soma chega a R$ 501. Como fica abaixo do mínimo, o BCO acrescenta R$ 190, levando o pagamento a R$ 691.
Quando o filho tem entre 7 e 17 anos, a base de R$ 328 recebe mais R$ 58 do benefício variável. O total inicial é de R$ 386, e o complemento garante o valor final de R$ 691.
Para uma mãe com dois filhos de até 6 anos, o cálculo considera R$ 492 do BRC de 3 pessoas e dois adicionais de Primeira Infância, de R$ 346 no total. Nesse caso, a família recebe R$ 838.
Se uma criança tem 4 anos e a outra tem 10 anos, a conta inclui R$ 492, R$ 173 e R$ 58. O pagamento final fica em R$ 723.
Já quando os dois filhos têm entre 7 e 17 anos, são considerados R$ 492 do BRC e dois adicionais variáveis, que somam R$ 116. Como o resultado é de R$ 608, o governo acrescenta R$ 83, chegando ao piso de R$ 691.
Motivo da recomposição
Esta é a primeira recomposição inflacionária desde a retomada do desenho atual do programa, em 2023. A Lei nº 14.601/2023 permite ao Poder Executivo reajustar os adicionais em prazos de até 24 meses e proíbe a redução dos valores nominais.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que o reajuste busca preservar o poder de compra dos beneficiários diante das despesas básicas de alimentação.
Para consultar o extrato, verificar a situação do benefício ou atualizar os dados cadastrais, estão disponíveis o aplicativo oficial do Bolsa Família, o Caixa Tem e o Disque Social 121, do Ministério do Desenvolvimento Social.







