A negociação por Luiz Henrique não começou como uma busca planejada do Flamengo, segundo José Boto. O diretor de futebol afirmou que a possibilidade foi levada ao clube por pessoas próximas ao atacante, que demonstrava interesse em defender a equipe carioca.
O cenário inicial chamou a atenção da diretoria pelas condições financeiras apresentadas. O prazo para o pagamento poderia chegar a cinco anos, modelo que, na avaliação de Boto, teria impacto limitado no fluxo de caixa do Flamengo.
Contato com o Zenit mudou o cenário
A situação tomou outro rumo quando o clube passou a tratar diretamente com o Zenit. De acordo com o dirigente, as informações recebidas anteriormente não correspondiam ao que foi apresentado pelo time russo.
“Depois, quando falamos com o Zenit, nada daquilo era verdade, e nós nos retiramos”, declarou Boto.
Na sequência, ele afirmou que os valores e o formato propostos pelo Zenit não eram compatíveis com a responsabilidade financeira adotada pelo Flamengo. O clube russo havia contratado Luiz Henrique junto ao Botafogo por cerca de 35 milhões de euros.
Durante a janela de transferências, o Flamengo chegou a discutir uma operação de 30 milhões de euros fixos, além de 5 milhões de euros em bônus. O atacante também havia sinalizado de forma positiva ao projeto, mas o acordo não avançou porque o limite de investimento do clube era inferior ao valor negociado.
Almada foi a prioridade anterior
Antes da aproximação por Luiz Henrique, Thiago Almada estava entre os principais objetivos do Flamengo. José Boto viajou para a Argentina para participar das tratativas e afirmou que o clube não faria um leilão pelo meia, mantendo os valores definidos para a operação.
Almada acabou retornando ao futebol argentino. O River Plate confirmou a contratação do jogador junto ao Atlético de Madrid em 8 de agosto.
Depois disso, o Flamengo direcionou esforços para Luiz Henrique, mas não concluiu a contratação. O atacante permaneceu no Zenit após o encerramento da janela. A Roma também tentou contratá-lo recentemente, sem que o clube russo aceitasse a negociação.
Com a desistência, Boto apresentou Luiz Henrique como uma oportunidade avaliada pelo Flamengo, e não como uma prioridade inicial da diretoria.







