O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a exigir a validação biométrica para iniciar a análise de novos pedidos de benefícios. A regra vale para solicitações de aposentadorias, pensões e auxílios feitas a partir de agora.
A confirmação da identidade é realizada por reconhecimento facial. Sem essa etapa, o processo não avança no sistema da autarquia. De acordo com o governo federal, a medida foi adotada para proteger dados pessoais, reduzir riscos de fraude e reforçar a segurança dos acessos.
Quem já recebe benefício não precisa comparecer imediatamente a uma agência para fazer o cadastro. Os pagamentos em andamento não serão bloqueados de forma automática pela ausência da biometria.
Quem pode ser dispensado
A exigência tem exceções temporárias. Estão dispensados da verificação facial, desde que apresentem a documentação necessária no sistema:
- pessoas com mais de 80 anos;
- indivíduos com deficiência ou condição médica que impeça o deslocamento;
- moradores de áreas de difícil acesso;
- brasileiros residentes no exterior;
- migrantes, apátridas e refugiados.
Como fazer a validação
O procedimento pode ser realizado pelo celular. É necessário instalar os aplicativos oficiais Gov.br e Meu INSS, fazer login com o CPF, iniciar o reconhecimento facial e autorizar o acesso à câmera. Após a confirmação, a conta será elevada ao nível Prata ou Ouro.
Registros biométricos vinculados à Carteira Nacional de Habilitação, ao título de eleitor e ao passaporte ainda serão aceitos durante o período de transição. Esses documentos poderão ser usados até o fim de 2026, com extensão para 2027 em cadastros feitos anteriormente.
A partir de janeiro de 2028, o INSS exigirá exclusivamente o padrão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) para conceder e manter benefícios.







