A convivência entre Marília Gabriela e Clodovil Hernandes no comando do TV Mulher, da Rede Globo, foi marcada por disputas nos bastidores e provocações durante as transmissões. Anos depois, a jornalista recordou o período e, apesar dos conflitos, também ressaltou as qualidades do apresentador.
Ney Gonçalves Dias, integrante da equipe do programa, definiu a relação entre os dois como de “inimigos mortais”. A avaliação estava ligada à incompatibilidade entre os egos dos comunicadores, que dividiam a apresentação da atração nos anos 80.
Críticas e reconhecimento
Em participação no podcast Inteligência Ltda. em maio de 2026, Marília Gabriela descreveu a experiência com Clodovil como terrível. Ela afirmou que o colega se comportava de forma despudorada ao vivo e tentava derrubá-la durante a transmissão.
As ironias e alfinetadas de Clodovil eram apontadas como o principal motivo do desgaste. Segundo o relato de Marília, o estilista fazia provocações tanto fora do ar quanto diante das câmeras.
Mesmo ao falar sobre a relação difícil, a jornalista reconheceu o talento do colega. Ela o descreveu como uma pessoa divertida, um estilista sensacional e alguém com grande domínio das palavras. Ao mesmo tempo, avaliou que a vida dele teria sido melhor sem tanta crueldade, citando maldades imensas, a busca constante pelo protagonismo e o choque entre os egos.
Clodovil atuou na moda, na televisão e na política até morrer em março de 2009, em decorrência de um AVC. Marília Gabriela continuou ligada ao jornalismo, ao teatro e à televisão.
Em 2026, afastada dos formatos regulares de entrevista na TV aberta, ela voltou aos palcos. Em setembro de 2026, protagonizou a peça A Última Entrevista de Marília Gabriela, ao lado do filho caçula, Theodoro Cochrane.
A montagem fez parte da programação gratuita do projeto cultural Palcos: SP e foi apresentada nos dias 10 e 11 de setembro de 2026, no Teatro Arthur Azevedo, na Mooca, em São Paulo. Na história, Marília aparece em cena como ela mesma e responde a perguntas provocativas.







