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MP-SP tenta manter Maníaco do Parque preso após fim da pena em 2028

Órgão quer internação compulsória de Francisco de Assis Pereira, enquanto a defesa afirma que ele pode voltar ao convívio social.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) tenta impedir que Francisco de Assis Pereira, de 58 anos, deixe a prisão em 11 de agosto de 2028. Conhecido como Maníaco do Parque, ele cumpre pena cumulativa de 285 anos e 11 meses na Penitenciária de Iaras, no interior de São Paulo.

A Promotoria de Execução Penal apresentou uma ação de internação compulsória baseada em relatórios institucionais recentes, que apontam um quadro severo de confusão mental. A medida busca manter Pereira sob restrição de liberdade em uma casa de custódia e tratamento mesmo depois do fim da pena criminal.

A possibilidade de soltura está ligada à legislação penal em vigor na época dos crimes cometidos na década de 90, no Parque do Estado, na zona sul paulistana. Embora a condenação some 285 anos e 11 meses, o limite de cumprimento de pena privativa de liberdade era de 30 anos ininterruptos. O teto passou para 40 anos com o Pacote Anticrime de 2019, mas a mudança não se aplica ao caso.

Exames e posição da defesa

Um atendimento psicológico feito em julho pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) indicou a necessidade imediata de exames neurológicos e avaliações psiquiátricas complementares. Os procedimentos devem aprofundar a análise forense sobre o comportamento do detento.

A defesa contesta a iniciativa do MP-SP e sustenta que a internação seria uma forma de aplicar uma pena perpétua sob aparência de recomendação médica. O advogado José Luiz Carmo Chaves apresentou contestação na Justiça ordinária e afirmou que o cliente tem condições de reinserção social. Ele também pediu a contratação de uma psicóloga assistente particular para acompanhar as próximas perícias.

Rotina na Penitenciária de Iaras

Segundo os registros dos agentes de segurança, Pereira tem comportamento exemplar e não possui faltas disciplinares. Ele permanece isolado da massa carcerária por escolha própria e dedica grande parte do tempo a atividades manuais.

Depois do fechamento de uma oficina que produzia artigos de dança na unidade, passou a fazer tricô e crochê, criando tapetes e toalhas no pátio. O detento também mantém uma rotina de isolamento voluntário, com leituras diárias da bíblia, e frequenta cultos evangélicos realizados no estabelecimento prisional.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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