Nino afirmou que uma exigência do Zenit foi decisiva para impedir sua transferência ao Palmeiras. Em entrevista ao canal Felipe Melo TV, o zagueiro contou que o clube russo não pretendia liberá-lo antes da definição do Campeonato Russo.
Palmeiras e Fluminense demonstraram interesse no defensor em dezembro de 2025. Na ocasião, o Zenit informou que só negociaria Nino depois da conquista nacional, que aconteceu em junho de 2026. O prazo não atendia ao planejamento do clube paulista, que buscava reforçar a defesa sem esperar o fim da competição.
As conversas entre Nino e o Palmeiras chegaram a avançar, e o jogador havia aceitado os termos discutidos. A negociação, porém, foi interrompida antes da conclusão do campeonato russo por causa da posição mantida pelo Zenit.
Mudança na pedida
Depois de conquistar o título, o clube russo passou a aceitar conversas sobre uma possível venda. A nova condição, entretanto, envolvia um valor elevado para os clubes brasileiros: cerca de 20 milhões de euros, quantia próxima de R$ 120 milhões na cotação usada durante as tratativas.
Nesse intervalo, o Palmeiras encontrou outra alternativa para a zaga. O clube avançou pela contratação de Alexander Barboza, que estava no Botafogo, por aproximadamente 4 milhões de dólares, cerca de R$ 20 milhões. Com a chegada do defensor, a diretoria alviverde encerrou as conversas por Nino.
O Fluminense também tentou contratar o zagueiro, mas esbarrou na pedida financeira do Zenit. Sem acordo com nenhuma das equipes, Nino continuou no futebol russo.
Motivo familiar
Na entrevista, o jogador ainda explicou que o desejo de voltar ao Brasil não está ligado apenas à carreira. Nino e a esposa avaliam o retorno como uma possibilidade para contribuir com o desenvolvimento do filho Antônio.
Nascido em 2024 com síndrome de Down, o menino fez com que a família mantivesse aberta a opção de voltar ao país caso isso seja melhor para seu desenvolvimento, incluindo aspectos como fala e coordenação motora.
Nino ressaltou que a família precisa equilibrar essas necessidades com sua trajetória profissional. Por isso, mesmo sem fechar com Palmeiras ou Fluminense, ele não descartou uma volta ao Brasil no futuro.







