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Novelas dos anos 90 enfrentaram baixa audiência e conflitos na Globo

Produções como Gente Fina, Mico Preto e O Dono do Mundo tiveram problemas de roteiro, rejeição do público e crises nos bastidores.

A Globo teve uma sequência de novelas dos anos 90 marcada por dificuldades de roteiro, rejeição do público e conflitos nos bastidores. Entre as produções estão Gente Fina, Mico Preto, O Dono do Mundo, Salomé e Pátria Minha, que enfrentaram problemas em diferentes faixas de horário.

Rejeição e mudanças nas histórias

Em O Dono do Mundo, exibida em 1991, a expectativa era alta por causa do trabalho anterior de Gilberto Braga, Vale Tudo. A reação mudou quando Márcia, personagem de Malu Mader, se entregou a Felipe Barreto, vivido por Antônio Fagundes, durante a noite de núpcias, traindo o noivo. A audiência caiu de 48 para 35 pontos.

Na mesma época, o SBT exibiu uma reprise da novela mexicana Carrossel, que ganhou força e atraiu parte do público. Alterações na trama recuperaram alguns índices, mas a equipe reconheceu que o início prejudicou o resultado da produção.

Salomé, também de 1991, veio depois do sucesso de Barriga de Aluguel e não conseguiu repetir o desempenho. A novela ficou associada à polêmica envolvendo a censura da cena da dança dos véus, protagonizada por Patrícia Pillar. As chamadas criaram expectativa de sensualidade, mas a edição escura e cortada causou frustração. A produção nunca foi reprisada na TV aberta.

Bastidores conturbados

Mico Preto, de 1990, substituiu Top Model na faixa das sete. Apesar do elenco formado por Glória Pires, Luiz Gustavo, Miguel Falabella e José Wilker, a novela teve problemas de unidade entre os autores Marcílio Moraes, Leonor Bassères e Euclides Marinho. Miguel Falabella afirmou que os atores criavam cenas fora dos roteiros. A personagem principal interpretada por Louise Cardoso também foi rejeitada por ser considerada dócil demais. A abertura com um mico-leão-dourado acabou chamando mais atenção que a história.

Em Gente Fina, escrita por Luiz Carlos Fusco, o enredo apresentou pouca movimentação logo no começo. Walter George Durst foi chamado para tentar conduzir a trama, e até um assassinato foi incluído como gancho. A novela teve 137 capítulos e era estrelada por Hugo Carvana e Nívea Maria.

Já Pátria Minha marcou outro tropeço de Gilberto Braga no horário nobre. A história apostou em debates políticos densos, em vez do melodrama tradicional, e registrou índices abaixo dos alcançados pelas novelas das seis e das sete. Nos bastidores, Vera Fischer e Felipe Camargo tiveram desentendimentos públicos e foram afastados da trama. Anos depois, Braga disse que escrever o final foi uma “penitência”.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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