A proposta de Orçamento para 2027 estabelece R$ 1.741 como referência para o salário mínimo, acima dos atuais R$ 1.621. Se a previsão for confirmada, aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais calculados exatamente no piso nacional poderão acompanhar o novo valor.
O reajuste projetado é de R$ 120 por mês, uma alta de 7,4%. A idade do beneficiário, porém, não define sozinha o valor recebido. Assim, pessoas com 60 anos ou mais só terão direito ao possível piso de R$ 1.741 se o benefício estiver vinculado ao salário mínimo.
A estimativa consta do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, entregue pelo governo federal ao Congresso Nacional em 31 de agosto. O Ministério da Fazenda informou que o cálculo considera um INPC projetado em 4,93% e crescimento real de 2,3%.
Quem pode ter o benefício reajustado
O valor projetado alcança principalmente quem recebe aposentadoria, pensão ou benefício assistencial exatamente no piso nacional. O BPC está entre os pagamentos vinculados a essa referência. Nesses casos, se a projeção for mantida, o benefício passará de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027.
Já quem recebe acima do salário mínimo terá a correção calculada por outro critério, com base no INPC. Como o índice de 2026 ainda não foi fechado, não é possível definir agora os valores desses pagamentos.
A previsão atual supera a estimativa anterior de R$ 1.717, apresentada no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias. A mudança ocorreu principalmente por causa da revisão das expectativas econômicas para 2026.
Aprovação e cálculo definitivo
O Congresso Nacional ainda precisa analisar e aprovar o PLOA. Além disso, o salário mínimo final dependerá dos indicadores econômicos observados até o fim de 2026. O governo informou que fará uma revisão depois da divulgação do INPC de novembro.
Por isso, R$ 1.741 é uma referência usada no planejamento, e não um valor definitivo. A proposta também prevê resultado primário positivo de R$ 18,6 bilhões em 2027, considerando receitas e despesas primárias sem os descontos permitidos pela legislação.
No resultado ajustado para o cumprimento da meta fiscal, a previsão chega a R$ 83,4 bilhões. A meta corresponde a 0,5% do PIB, ou R$ 73,2 bilhões.







