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Aeroporto de Miami avalia uso de sistema para frear aviões em emergências
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Aeroporto de Miami avalia uso de sistema para frear aviões em emergências

Após um Boeing 767 ultrapassar a pista e atingir veículos, o NTSB informou que a ausência do EMAS será analisada na investigação.

O Aeroporto Internacional de Miami pode passar a avaliar a instalação do EMAS, sistema criado para desacelerar aeronaves que ultrapassam a pista em situações de emergência. A possibilidade ganhou destaque após um Boeing 767 de carga da Amazon sair da pista e atingir veículos no domingo (6).

Operado pela 21 Air para a Amazon, o avião ultrapassou os 400 metros da pista e colidiu com uma van Ford Econoline e um Toyota Corolla Cross. As 5 pessoas que morreram estavam nos veículos. Os pilotos sobreviveram. Investigadores recuperaram o gravador de voz da cabine e o gravador de dados de voo, conhecidos como caixas-pretas.

O que será investigado

Questionada por jornalistas na segunda-feira (7), Jennifer Homendy, presidente do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB), afirmou que a ausência do EMAS terá papel importante na investigação sobre o acidente. Homendy também disse que a questão estará no centro da apuração sobre a saída do Boeing 767-300 da pista.

O EMAS, sigla em inglês para Engineered Materials Arresting System, é formado por um material leve, poroso e deformável instalado no fim da pista. Quando o trem de pouso passa sobre a estrutura, o material se comprime e reduz a velocidade da aeronave.

O sistema foi criado após um acidente com um DC10-30 da Scandinavian Airlines, de matrícula LN-RKB, que ultrapassou os limites da pista 04R do aeroporto New York JFK em 28 de fevereiro de 1984. O caso deixou passageiros feridos e provocou danos substanciais à aeronave.

Segundo a FAA, o EMAS já impediu que 26 aeronaves ultrapassassem pistas desde 1999. Atualmente, 72 aeroportos dos Estados Unidos possuem o sistema. Em São Paulo, uma estrutura pode ser vista em frente ao Aeroporto de Congonhas, na avenida Washington Luiz.

Posição do aeroporto

O Aeroporto Internacional de Miami informou que a pista 12/30 possui uma área de segurança completa de 305 metros (1.000 pés), conforme exigido pela FAA. As regras também estabelecem 250 pés (76 metros) de cada lado do centro da pista.

De acordo com o aeroporto, o EMAS costuma ser utilizado quando limitações de espaço impedem a criação de uma área de segurança completa. A instalação é considerada uma alternativa, e não uma camada adicional sobre uma área já existente. O MIA também afirmou que passa por uma inspeção de segurança completa da FAA todos os anos e atende aos requisitos federais.

A prefeita de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, disse que tomou conhecimento da discussão e que há interesse em obter mais informações para reforçar a segurança. Sobre a possibilidade de o EMAS ter evitado as mortes e sobre uma eventual obrigatoriedade, Homendy afirmou que o tema será parte fundamental da investigação.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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