A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) defendeu, nesta quinta-feira (8), que a campanha pela reeleição do presidente Lula (PT) explore supostos casos de corrupção associados a Flávio Bolsonaro (PL). Entre os episódios mencionados por ela estão a chamada rachadinha e a proximidade do candidato com Daniel Vorcaro.
Ana Elisa afirmou que a disputa deve ser concentrada na imagem dos presidenciáveis, com forte presença nas redes sociais. “Vamos mostrar quem é Flávio Bolsonaro nas redes sociais”, declarou. Para a deputada, um eventual governo de Flávio representaria a permanência do bolsonarismo no poder e a possibilidade de um golpe.
Estratégia nas redes
A campanha de Lula tem ampliado a produção de conteúdos voltados às plataformas digitais. Nesta semana, Ana Elisa, outros deputados eleitos e influenciadores se reuniram com a equipe do presidente para formar uma força-tarefa. A meta, conforme a deputada, é aumentar o alcance da imagem de Lula, principalmente para conquistar eleitores em Minas Gerais e no Nordeste.
A parlamentar também citou os eleitores de Renan Santos (Missão) como um grupo com possibilidade de migração para Lula. Ela avaliou que Renan atacou Flávio durante o primeiro turno. Embora não tenha declarado apoio oficial, o candidato publicou conteúdos nas redes sociais que alguns seguidores interpretaram como sinalização favorável a Lula, incluindo referências a livros de esquerda.
Na avaliação de Ana Elisa, os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD) pertencem à direita tradicional e não necessariamente ao bolsonarismo. Ela considera que existe uma divisão nesse campo político e que a campanha de Lula deve dialogar com a direita não bolsonarista. Nesta quinta-feira, a deputada publicou um vídeo direcionado a esse público.
Ana Elisa minimizou a possibilidade de conquistar votos de pessoas que votaram em branco ou não compareceram ao primeiro turno. Para ela, é necessário entender o perfil desse eleitorado, que pode incluir pessoas alinhadas a outra corrente política.
A deputada afirmou ainda que recebe escolta e apoio do PT após ataques. Segundo ela, o endereço residencial, dados pessoais e ameaças explícitas de violência passaram a cercar sua campanha. Mesmo assim, disse que pretende continuar na política e que não se abala com os casos.







