O Brasil ficou entre os países que mais avançaram no Pisa ao longo das últimas duas décadas. Entre as 23 nações da OCDE que aplicam as provas desde os anos 2000, o país alcançou a sétima posição em crescimento de proficiência em Leitura e Matemática e a oitava em Ciências.
Os resultados divulgados nesta terça-feira (8) mostram que a diferença em relação à média da OCDE diminuiu entre 2006 e 2025. Em Leitura, a distância caiu de 102 para 58 pontos. Em Matemática, passou de 131 para 92; em Ciências, de 113 para 77.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), os dados aproximam a educação brasileira da realidade das nações consideradas desenvolvidas.
Participação ambiental
O Pisa 2025 também indica alto envolvimento dos estudantes brasileiros com questões ambientais. No país, 84% afirmam que podem gerar impactos positivos para o meio ambiente, enquanto 87% confiam na força da ação coletiva para enfrentar desafios ambientais. Outros 77% dizem saber trabalhar em grupo para promover mudanças positivas.
Os percentuais ficaram acima da média dos países da OCDE. A preocupação com o tema aparece ainda nos planos profissionais: cerca de 67% dos estudantes gostariam de contribuir para a proteção ambiental em suas futuras carreiras, contra 62% na média da organização.
Para o Ministério da Educação, os índices refletem a participação da maioria dos jovens em ações relacionadas à sustentabilidade. Entre as práticas citadas estão conversar com familiares e amigos sobre o assunto, apontada por 60%, e fazer escolhas de consumo com base em critérios ambientais, mencionada por 58%.







