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Cirurgia de Mohs amplia precisão e pode chegar a 99% de cura do câncer de pele
Brasil

Cirurgia de Mohs amplia precisão e pode chegar a 99% de cura do câncer de pele

Técnica analisa as margens do tumor durante o procedimento e preserva mais tecido saudável em áreas delicadas do corpo.

O câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum entre os brasileiros, com 220.490 novos casos estimados por ano no país, conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número corresponde a 31,3% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. Entre as opções de tratamento está a cirurgia micrográfica de Mohs, que pode alcançar 99% de cura.

Na cirurgia convencional, a análise costuma abranger apenas de 2% a 5% das margens do tumor. O dermatologista Carlos Alberto Bruno explica que isso pode permitir a permanência de células tumorais e favorecer a recidiva. Na técnica de Mohs, o médico remove inicialmente uma margem de 1 a 2 milímetros e examina o material durante o próprio procedimento. Se ainda houver células cancerígenas, somente aquela área é ampliada.

Quando a cirurgia convencional é realizada com margem de segurança adequada, os índices de cura ficam entre 85% e 90%, segundo o dermatologista. A técnica micrográfica também reduz a retirada desnecessária de tecido saudável, algo importante em regiões como nariz, pálpebras, lábios, orelhas e couro cabeludo.

Acesso ainda é limitado

A formação para realizar o procedimento é exigente. O profissional precisa ser credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e cumprir uma quantidade determinada de cirurgias sob supervisão até dominar todas as etapas: retirar o tumor, analisá-lo no microscópio durante a operação e reconstruir o defeito cirúrgico.

O custo também é maior, porque o método utiliza mais material cirúrgico e depende de um criostato, aparelho responsável pelo congelamento. Carlos Alberto Bruno leva o próprio equipamento quando realiza cirurgias em Sinop (MT). Além disso, o procedimento é mais demorado: uma operação de cerca de 40 minutos pela técnica convencional pode durar de 4 a 6 horas com a análise das margens durante a cirurgia.

Principais indicações

A cirurgia de Mohs é indicada principalmente para carcinomas basocelulares e espinocelulares, os tipos mais comuns de câncer de pele. Também pode ser utilizada em alguns casos raros e em situações selecionadas de melanoma.

Entre as áreas com maior indicação estão a zona H da face, que inclui olhos, nariz e testa, além do couro cabeludo, orelhas, região genital, pernas e mãos. Tumores que já foram tratados e voltaram a aparecer no mesmo local também podem ser submetidos à técnica.

Por causa da duração e do nível de detalhamento, um cirurgião consegue atender, em média, dois pacientes por dia com a técnica micrográfica, contra cinco a sete pela cirurgia convencional. Essa diferença contribui para o acesso limitado ao método, inclusive na rede pública.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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