RIAD — Azza Ramzi, comissária de bordo egípcia de 28 anos, morreu após sofrer ferimentos graves durante o ataque dos houthis ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, no sábado (10). Tripulante da companhia aérea saudita Flynas, ela estava trabalhando no aeroporto quando foi atingida.
Ramzi se preparava para voltar ao Egito para seu casamento, marcado para os próximos dias. A morte causou comoção em Mahmoudiyah, cidade onde vive sua família, na província de Beheira, especialmente na área de Al-Atf. Redes sociais egípcias foram tomadas por mensagens de condolências e homenagens à comissária.
Balanço do ataque
A Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita informou que 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas no ataque. Entre os mortos estavam quatro cidadãos sauditas, dois bengaleses e cidadãos do Egito, dos Estados Unidos, da Jordânia, da Síria, da Palestina e do Sudão.
O aeroporto permaneceu fechado no domingo, enquanto as aulas em Riad foram transferidas para o formato online diante de uma nova ameaça dos houthis ao espaço aéreo saudita. Voos foram desviados para outros destinos, conforme o rastreador Flightradar24. Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália e Canadá alertaram seus cidadãos para evitarem o aeroporto.
Os houthis, oficialmente chamados de Ansar Allah ou “Partidários de Deus”, são um grupo político e uma milícia armada de orientação xiita zaidita, originário do noroeste do Iêmen. O movimento foi fundado na década de 1990 por Hussein al-Houthi para defender a minoria zaidita no país.
O grupo controla grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital Sanaa, e recebe apoio político, financeiro e militar do Irã. Também integra o chamado “Eixo da Resistência” e realizou bloqueios e ataques com drones e mísseis contra rotas marítimas no Mar Vermelho e infraestruturas na Arábia Saudita.
Após o ataque, os houthis fizeram uma nova ameaça ao espaço aéreo saudita. A ofensiva elevou a tensão na guerra entre o grupo apoiado pelo Irã e a Arábia Saudita, além de dificultar os esforços para interromper o conflito entre os Estados Unidos e o Irã.







