Flávio Bolsonaro (PL) comunicou que não participará do debate presidencial da Rede Globo. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (1º), após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a presença de Renan Santos (Missão) no encontro.
Em uma publicação nas redes sociais, Flávio afirmou: “Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE.” O candidato disse que apresentará mais detalhes posteriormente.
A desistência ocorreu no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu parte do regulamento elaborado pela emissora. Em decisão liminar, a ministra Estela Aranha proibiu a aplicação do item 7, que previa a exibição de uma cadeira vazia com o nome de candidatos ausentes. A norma também permitia perguntas ou manifestações direcionadas a esses candidatos.
Decisões sobre o debate
A medida foi tomada depois de a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contestar as regras. A coligação alegou que o formato poderia permitir ataques a um candidato ausente sem oportunidade de resposta. Por isso, a ministra determinou que a emissora reserve espaço para uma eventual manifestação de Lula diante de ofensas ou afirmações inverídicas feitas durante o debate.
Estela Aranha considerou que a participação em debates é facultativa e que a regra ultrapassava a organização do evento ao criar uma dinâmica específica para menções a candidatos ausentes. Para a ministra, a exibição repetida da cadeira, acompanhada do nome, poderia afetar a igualdade entre as candidaturas.
Mais tarde, Gilmar Mendes concedeu liminar em uma reclamação apresentada pelo Solidariedade e determinou a participação de Renan Santos. O ministro anulou a decisão anterior do presidente do TSE, que havia barrado o candidato, e ordenou que a vaga aberta pela desistência de Lula fosse oferecida a Renan.
A decisão levou em conta o regulamento do debate. Pela regra, em caso de desistência, a emissora poderia convidar o candidato mais bem colocado na pesquisa estimulada da Quaest de 28 de setembro entre aqueles que não se enquadrassem no critério legal de participação.
Renan aparecia com 3% das intenções de voto, enquanto Romeu Zema (Novo) tinha 1%. Zema havia sido incluído no debate após uma decisão anterior do TSE. Gilmar determinou que Renan tivesse as mesmas condições de tempo, perguntas e posição dos demais participantes, com possíveis ajustes na dinâmica do programa.







