O presidente de Israel, Isaac Herzog, convidou o comandante Smit Machchhar para visitar Jerusalém após sua recuperação. O piloto indiano ficou gravemente ferido ao impedir uma tentativa de sequestro terrorista durante um voo da Flydubai com destino a Tel Aviv.
Machchhar comandava o voo FZ1073, que saiu de Dubai em direção a Tel Aviv, em 30 de setembro, quando foi atacado com um machado pelo copiloto omanita. A ferramenta fica disponível na aeronave para que os pilotos possam cortar parte da fuselagem em caso de acidente.
Mesmo ferido, o comandante conseguiu destrancar a porta da cabine. Com isso, passageiros e tripulantes entraram no local, intervieram e imobilizaram o agressor. A aeronave transportava 182 pessoas, e os pilotos conseguiram pousar em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita.
Carta de agradecimento
Em uma carta, Herzog agradeceu a Machchhar pela coragem e pela decisão de agir para evitar uma catástrofe a bordo. “Sua capacidade de encontrar forças para superar a dor, combater a ameaça imediata à sua vida e agir com bom senso demonstra a força do seu caráter e a grande coragem que você possui”, escreveu o presidente.
Após dias de interrogações, autoridades dos Emirados Árabes Unidos informaram nesta sexta-feira (9) que o copiloto pretendia lançar o avião contra o aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
Herzog também relacionou a atitude do comandante à atuação de tropas indianas que participaram da libertação de cidades da Terra Santa há mais de um século. Durante a Primeira Guerra Mundial, soldados de Jodhpur e Mysore, estados principescos indianos, tomaram Haifa das forças otomanas em 23 de setembro de 1918, sob comando britânico. A vitória é lembrada anualmente pelo Exército Indiano no Dia de Haifa, com cerimônias realizadas também em Israel.
O presidente israelense afirmou que Machchhar passará a integrar a história do povo de Israel e reforçou a ligação entre a Índia e Israel. Herzog desejou uma recuperação plena e rápida, elogiou os cuidados recebidos nos Emirados Árabes Unidos e disse esperar recebê-lo em Jerusalém para transmitir a gratidão dos israelenses.







