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João Munhoz contesta acusações e explica contato com mãe de Isabelle

Em primeira manifestação pública, ele negou ameaças, abusos e responsabilidade pela morte da jovem em Fortaleza.

João Munhoz Neto afirmou que não conseguiu avisar Isorlanda Caracristi sobre a morte da filha por não se sentir em condições psicológicas. Em entrevista exibida neste domingo (4), ele também negou as acusações feitas pela família de Isabelle e disse que a jovem conhecia seu antigo casamento.

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada sem vida no pátio do condomínio onde morava com João, no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de 13 de setembro. A Perícia Forense do Estado do Ceará (PEFOCE) classificou a queda como uma precipitação voluntária. João foi preso em 22 de setembro, sob suspeita de violência psicológica contra a estudante e indução ao suicídio.

O que João disse sobre a noite

Segundo o bacharel em direito, os dois entraram no apartamento às 17h59. Ele saiu às 18h31. Depois, às 19h12, câmeras registraram Isabelle subindo até a cobertura do prédio. João disse que recebeu mensagens dela às 19h14 e às 19h16, nas quais ela relatava estar passando mal, e afirmou ter respondido que tudo daria certo e que estava quase chegando.

Mensagens encontradas no celular da jovem foram interpretadas como indícios de ameaças e controle. João rejeitou essa versão e negou também ter obrigado Isabelle a manter relações sexuais. Ele disse que respeitava as recusas dela e que não praticou violência psicológica.

Na noite da morte, João cobrou R$ 13,5 mil de Isabelle, afirmando que o dinheiro pertencia à mãe dele. A jovem teria informado que teve gastos durante a semana. Ele declarou que pensava que ela estava com R$ 2 mil e só depois soube que o valor chegava a aproximadamente R$ 8 mil. Também afirmou que Isabelle dizia investir em velas, com promessa de retorno em 30 segundos, e classificou a aplicação como segura.

Contato com a família

João relatou que soube da morte por peritos e não teve coragem de reconhecer o corpo. Isorlanda contou que descobriu o falecimento por meio da síndica, depois de ir ao condomínio.

Ao explicar por que não ligou diretamente para a mãe da jovem, João disse que pediu ao irmão que fizesse o contato. De acordo com ele, foram necessárias quatro ligações até Isorlanda atender; a chamada durou 22 segundos e terminou com o bloqueio do número.

Ele afirmou ainda que Isabelle sabia, desde o começo do relacionamento, que ele estava saindo de um casamento. Horas antes da morte, João se encontrou com a ex-esposa.

João também justificou a ausência no velório dizendo que estava em choque e havia recebido atendimento psiquiátrico e psicológico. Ele afirmou que se apresentou na delegacia na segunda-feira, às 21h, entregou o celular e prestou depoimento. Ao final, declarou não ter responsabilidade pela morte e disse que se solidariza com a família.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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