O Ministério da Saúde informou que ampliou medidas para reduzir o tempo de espera de pacientes com câncer, incluindo uma meta para encurtar o diagnóstico de 25 para cinco dias. A iniciativa será conduzida pelo Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer, parceria da pasta com o Inca e o AC Camargo, com uso de telemedicina em uma rede nacional de diagnóstico em anatomia patológica.
A estrutura tem capacidade para mil laudos por dia e 400 mil exames por ano, conforme o ministério. A proposta é acelerar a identificação da doença antes do início do tratamento.
No câncer de mama, dados do painel de oncologia do Ministério da Saúde mostram que 67,8% das 9.057 mulheres atendidas neste ano começaram o tratamento em até 60 dias. O levantamento ainda não traz o tempo de espera de outros 11 mil atendimentos. Por isso, o índice pode subir ou cair quando essas informações forem detalhadas.
O percentual registrado até agora supera a média do período entre 2023 e 2025. Nesses três anos, seis a cada dez mulheres esperavam mais de dois meses para iniciar o tratamento no SUS.
Indicadores e expansão da rede
Considerando todos os diagnósticos oncológicos atendidos pelo SUS, 84,2% dos pacientes começaram o tratamento em até 60 dias em 2026. Até o ano passado, esse percentual era de 57,1%.
O ministério atribui o avanço à expansão dos serviços por meio do Programa Agora Tem Especialistas, voltado à redução da espera por consultas, exames, diagnósticos e cirurgias. A pasta também informou que 120 carretas de saúde foram usadas para oferecer mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas em diversas regiões do país.
No ano passado, o SUS realizou mais de 4,4 milhões de mamografias. A faixa etária para rastreamento mamográfico também passou de 50 a 69 anos para 50 a 74 anos.
Pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica, foram investidos R$ 26,16 milhões em equipamentos para biópsias guiadas por imagem e R$ 6,85 milhões na compra de mamógrafos.
Medicamentos e reconstrução mamária
A rede pública passou a oferecer trastuzumabe entansina para casos de câncer de mama HER2 positivo e abemaciclibe para o câncer de mama precoce. Segundo o ministério, o primeiro medicamento pode reduzir em até 50% a mortalidade associada ao tipo HER2 positivo.
A pasta também citou a incorporação de um teste genético de alta precisão para identificar mutações hereditárias ligadas à doença e o aumento do valor pago por procedimentos de reconstrução mamária, de R$ 700 para R$ 4.500.







