O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) afirmou não ter conhecimento de nenhuma determinação relacionada ao passaporte de Virginia Fonseca. O órgão também explicou que a influenciadora foi citada no processo depois de comparecer espontaneamente à ação civil pública. A partir da citação, começou a contar o prazo para que ela apresente sua contestação.
A assessoria jurídica de Virginia negou que exista uma ordem judicial impedindo a influenciadora de permanecer fora do Brasil por mais de 20 dias. Em nota, os advogados disseram que não há decisão da Justiça nem solicitação do MPDFT com esse objetivo. “A informação não procede”, declarou a equipe.
O Ministério Público orientou que dúvidas sobre uma eventual medida envolvendo o passaporte sejam encaminhadas ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A manifestação ocorreu após a circulação da informação de que Virginia teria sido proibida de passar mais de 20 dias fora do país.
Ação contra Virginia e a Foggo Entertainment
A discussão está ligada à ação civil pública apresentada pelo MPDFT em 8 de julho contra Virginia e a Foggo Entertainment, responsável pela plataforma de apostas Blaze. O órgão pediu inicialmente que os réus fossem condenados solidariamente ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Também solicitou a retirada de conteúdos publicitários considerados irregulares.
Mais tarde, o Ministério Público ampliou o valor pedido para R$ 380 milhões. A mudança veio depois que o órgão teve acesso a um balancete que apontou faturamento de R$ 1,9 bilhão da Blaze em 2025. O processo também inclui pedido de ressarcimento a apostadores que comprovem diagnóstico de ludopatia, termo usado para o vício em apostas ou jogos de azar.
A investigação mencionada pelo MPDFT reuniu mais de 42 mil reclamações de consumidores contra a plataforma. A ação continua em andamento, e os pedidos apresentados pelo órgão ainda dependem de decisão judicial.







