Roberta Luchsinger afirmou que pretende preservar a família e a vida pessoal ao comentar as investigações relacionadas aos casos Master e INSS. Ela declarou que acusações devem ser avaliadas com base nos fatos, nas provas e no devido processo legal, sem julgamentos antecipados.
A manifestação ocorreu nesta sexta-feira (4), após a divulgação de informações de um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF). O documento registra que não foram encontrados elementos para ligar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, às fraudes em descontos associativos. Também indica que não é possível provar que Roberta sabia que os valores recebidos de pessoas investigadas tinham origem nesse esquema.
Roberta contestou a maneira como aparece na cobertura jornalística e questionou o uso do termo lobista para descrevê-la, enquanto homens mencionados no caso seriam apresentados como empresários. Para ela, o direito à informação não deve reproduzir padrões de misoginia nem transformar aspectos de sua vida e de sua personalidade em substitutos dos fatos da investigação.
Ela também apresentou sua atuação profissional na área de saúde pública. Segundo Roberta, o trabalho buscava ampliar o acesso de pacientes a tratamentos, contribuir para a melhoria do atendimento e encontrar formas mais eficientes de utilizar recursos públicos.
Nesse contexto, disse ter defendido a atualização das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre produtos derivados de Cannabis e canabidiol. Roberta afirmou que a discussão envolvia pacientes que recorriam à Justiça para obter tratamentos, compras públicas fragmentadas e a necessidade de aperfeiçoar as regras sanitárias, e não a defesa de interesses particulares.
O que diz o relatório
O material foi produzido pela PF como documento de inteligência e tem circulação restrita. A própria corporação ressalva que ele não é decisório e não tem valor probatório.
O relatório foi citado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao solicitar uma investigação contra o ministro André Mendonça por “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. A PF mencionou possíveis diferenças no tratamento de investigados e fez referências a Lulinha e Roberta.
Ao comentar o documento, Roberta disse que não quer transformar o caso em um debate público. Ela encerrou a manifestação defendendo que as acusações sejam examinadas com responsabilidade e afirmou ter serenidade diante do andamento das apurações.







