O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deve definir até esta segunda-feira (12) quando o plenário da Corte vai analisar a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A rede foi retirada do ar por decisão do próprio ministro, após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
A medida foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Ao restabelecer o funcionamento do canal, Cueva pediu que o plenário se manifeste com urgência, considerando o calendário eleitoral, e afirmou que não havia provas suficientes para uma suspensão tão ampla.
O corregedor também questionou a tramitação dos pedidos. Conforme o documento, a solicitação para derrubar o canal chegou à presidência do TSE 41 minutos depois de Cueva ter pedido informações adicionais sobre uma suposta atividade ilegal na rede.
Canal tem 3,3 milhões de seguidores
Administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal reúne cerca de 3,3 milhões de seguidores. A rede é usada para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha do segundo turno.
A suspensão havia sido determinada sob a alegação de que o espaço era utilizado para disseminar informações falsas contra Flávio Bolsonaro. Ao pedir a análise do caso pelo plenário, Cueva também mencionou a necessidade de discutir a proporcionalidade da medida, os limites das competências envolvidas e a prevenção de decisões conflitantes.
Nas redes sociais, Lula criticou a suspensão durante um ato com apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente classificou a decisão como “absurda” e disse que seus advogados pediriam esclarecimentos à Justiça Eleitoral.
“Acho que os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação do critério”, declarou Lula. Ele também afirmou perceber, havia alguns dias, decisões tendenciosas contra sua candidatura.







