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Debates da Globo tiveram critérios diferentes para ausências em 2006 e 2018
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Debates da Globo tiveram critérios diferentes para ausências em 2006 e 2018

Bolsonaro não teve púlpito vazio no debate de 2018, enquanto Lula ocupou uma cadeira sem ninguém em 2006.

A Globo adotou procedimentos diferentes para lidar com a ausência de candidatos em seus debates presidenciais. Em 2018, Jair Bolsonaro não compareceu ao último confronto antes do primeiro turno e não teve um espaço vazio identificado no cenário. Em 2006, porém, a emissora exibiu repetidamente a cadeira reservada a Luiz Inácio Lula da Silva quando ele faltou ao debate.

O caso de Bolsonaro

Realizado em 4 de outubro de 2018, o debate reuniu Alvaro Dias, Ciro Gomes, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles e Marina Silva. Bolsonaro, então candidato do PSL e líder das pesquisas, havia sido esfaqueado e não foi ao programa por recomendação médica.

O candidato tinha recebido alta hospitalar cinco dias antes, mas declarou que ainda não estava em condições de participar. Na mesma noite, concedeu uma entrevista à Record, exibida no horário do debate e com audiência expressiva.

A ausência foi comentada pelos adversários, mas a Globo não manteve no palco um púlpito identificado com o nome de Bolsonaro. Também não houve previsão para que os concorrentes fizessem perguntas dirigidas a ele enquanto as câmeras mostravam o espaço sem ocupante.

O segundo turno sem confronto

Bolsonaro também informou que não participaria do debate do segundo turno contra Fernando Haddad, alegando que continuava em recuperação. O encontro, previsto para 26 de outubro, foi cancelado pela Globo.

A emissora decidiu ainda não transformar o horário em uma entrevista exclusiva com Haddad. O registro do Memória Globo afirma que “ficou acordado que o debate não seria substituído por entrevista com o outro candidato”. Com isso, a eleição presidencial terminou sem um debate televisionado entre os dois finalistas, pela primeira vez desde a redemocratização.

A regra prevista para 2026

A diferença em relação a 2018 apareceu no regulamento do debate de 2026. O documento previa que o lugar de um candidato ausente permaneceria no cenário com uma placa de identificação. Na rodada destinada a esse participante, o mediador lembraria sua ausência, o púlpito receberia destaque e os demais candidatos poderiam fazer perguntas sem resposta imediata.

A ata havia sido assinada pelos partidos. Estela Aranha, do TSE, vetou o uso recorrente do espaço vazio como elemento visual e a formulação de perguntas para alguém que não estaria presente. A decisão não proibiu críticas a Lula, comentários sobre sua ausência nem o debate.

A ministra considerou que a participação em confrontos eleitorais é facultativa e escreveu: “A consequência jurídica da ausência é simplesmente que ele perde a oportunidade de participar daquela rodada”. Para ela, a exposição repetida do púlpito poderia produzir efeitos além de informar o eleitor sobre a decisão do candidato de não comparecer.

Outros precedentes

Em 2006, Lula faltou ao último debate antes do primeiro turno. A Globo mostrou várias vezes a cadeira reservada ao então presidente, enquanto Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque exploraram a ausência. Eles, no entanto, não fizeram perguntas para a cadeira vazia.

Em agosto de 2018, a RedeTV! chegou a preparar um púlpito vazio para Lula, que ainda era candidato do PT apesar de estar preso. Depois que o TSE negou sua participação, a emissora consultou os candidatos e retirou o espaço. Bolsonaro reivindicou publicamente a decisão, e o mediador Boris Casoy explicou que a retirada ocorreu após consulta aos participantes.

Os episódios mostram que o uso de cadeiras e púlpitos vazios variou entre as eleições. A prática foi adotada em alguns casos, deixada de lado em outros e modificada conforme a emissora, as campanhas e a circunstância política.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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