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“Se Eu Fosse Você 3” deixa novo casal sem conflito à altura da troca
Cinema

“Se Eu Fosse Você 3” deixa novo casal sem conflito à altura da troca

A comédia encontra momentos divertidos na atuação de Rafael Infante, mas explora pouco a crise entre Bia e Aquiles.

A participação breve de Cláudio e Helena resume um dos limites de “Se Eu Fosse Você 3”. Interpretados novamente por Tony Ramos e Glória Pires, os personagens são afastados da história por uma viagem à China. A segunda lua de mel, mencionada desde o longa anterior, funciona mais como justificativa para abrir espaço ao novo casal do que como parte relevante da trajetória de Bia.

Bia (Cléo Pires) e Aquiles (Rafael Infante) precisam sustentar a continuidade da franquia, mas a relação dos dois não ganha desenvolvimento suficiente. Ela é chefe de cozinha e mãe de Maria Clara (Valentina Daniel), enquanto ele trabalha como guia de esportes radicais e deseja ter filhos. Bia, que teve a filha aos dezessete anos, se considera satisfeita com a maternidade que já viveu.

A troca misteriosa de corpos coloca cada um diante da rotina profissional do outro. Bia passa a lidar com uma competição esportiva, e Aquiles precisa encarar uma avaliação gastronômica. As situações permitem criar constrangimentos e momentos de humor, mas o roteiro se concentra mais na execução dos compromissos do que nas consequências da divergência entre os dois sobre ter filhos.

Atuações sustentam parte da comédia

Rafael Infante é quem mais se beneficia da premissa. O ator diferencia o Aquiles do começo da história da Bia ocupando o corpo dele e muda de forma perceptível a energia da interpretação. A transformação dá alguma força a cenas em que o personagem tenta agir sob condições que não controla, mesmo quando o roteiro oferece soluções previsíveis.

Cléo Pires segue por outro caminho ao interpretar Aquiles. Ela adota uma postura mais desajeitada e relaxada, especialmente quando ele precisa executar tarefas da cozinha que desconhece. Em outros trechos, porém, a composição recorre demais a sinais convencionais de masculinidade.

Os dois trabalhos profissionais também não recebem o mesmo tratamento. A avaliação dos críticos gastronômicos mostra os riscos envolvidos em deixar a cozinha com Aquiles e cria atritos entre o casal. Já a competição de esportes radicais não estabelece com a mesma clareza o que está em jogo na carreira dele.

A direção visual mantém iluminação uniforme e cores saturadas tanto na cozinha quanto nos espaços ao ar livre. Com isso, os ambientes pouco expressam as pressões diferentes enfrentadas pelos personagens. A agência de Cláudio e o coral de Helena, no primeiro filme, tinham sido apresentados com mais tempo e contribuíam de maneira mais integrada para o humor e para a narrativa.

A nova produção evita depender apenas de referências aos filmes anteriores, mas também não aproveita a experiência de Cláudio e Helena na história da filha. Para justificar a continuação, Bia e Aquiles precisariam despertar interesse como casal, além de funcionar em situações de troca de corpos. Rafael Infante encontra momentos divertidos, mas a relação central não se mostra forte o bastante para sustentar a vontade de um reencontro.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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