PARANÁ — Chitãozinho relembrou histórias da infância ao lado de Xororó e contou como os dois lidavam com as diferenças antes de formarem uma das duplas mais conhecidas da música sertaneja. Mais de cinco décadas depois do início da parceria, os irmãos continuam unidos no palco, e Chitãozinho, de 72 anos, afirmou que a separação nunca esteve nos planos.
Ao recordar o comportamento de cada um quando eram crianças, o cantor disse que Xororó costumava se envolver mais em confusões. “Ele sempre foi mais encrenqueiro que eu”, afirmou. Segundo Chitãozinho, o irmão mais novo era mais ranheta e sempre tinha algum problema para resolver, enquanto ele se considerava mais tranquilo e relaxado.
A proteção entre os dois, porém, acontecia dos dois lados. Chitãozinho explicou que não cuidava do irmão sozinho, já que ambos eram crianças e faziam as coisas juntos. Para ele, a relação era marcada por uma proteção mútua e simultânea.
Lembranças da infância
Entre as memórias que ainda despertam emoção, o cantor destacou os passeios com o pai, seu Mário, que já morreu. Ele contou que os dois irmãos acompanhavam o pai em viagens de caminhão e também nadavam nos rios próximos de onde moravam.
Chitãozinho ainda citou as lembranças de Xororó caçando com estilingue nos cafezais da região, no Paraná. Os irmãos começaram a cantar juntos ainda na infância e chegaram a usar o nome Irmãos Lima antes de adotarem Chitãozinho e Xororó.
O primeiro disco da dupla, Galopeira, saiu em 1970. O reconhecimento nacional veio em 1982, com Fio de Cabelo, música que abriu espaço para a trajetória dos dois na música sertaneja.







