O Pé-de-Meia pode fazer com que algumas famílias inscritas no Bolsa Família recebam valores que, somados, chegam a R$ 1.200 ou mais. Isso ocorre pela combinação de incentivos destinados a estudantes do ensino médio público com os benefícios calculados para cada integrante da família.
O programa estudantil prevê R$ 200 pela matrícula, R$ 200 relacionados à frequência escolar e R$ 1.000 pela conclusão de cada série com aprovação. Também há possibilidade de receber R$ 200 pela participação no Enem no ano de conclusão. Esses pagamentos podem aumentar, de forma indireta, o total que entra para famílias que também recebem o Bolsa Família.
A existência de valores acima de R$ 1.200, porém, não representa a criação de um bônus nacional com esse valor. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) alerta para informações falsas sobre pagamentos extras e 13º do programa. Até o momento, não há anúncio de parcela adicional nem de aumento destinado a todas as famílias em 2027.
Como o Bolsa Família é calculado
O valor depende do número de pessoas da família e dos benefícios aplicáveis a cada integrante. O Benefício de Renda de Cidadania corresponde a R$ 142 por pessoa. Se a soma ficar abaixo de R$ 600, o Benefício Complementar cobre a diferença para que a família alcance esse mínimo.
Há ainda pagamentos voltados a públicos específicos. Crianças de até 6 anos incompletos geram um adicional de R$ 150 por criança por meio do Benefício Primeira Infância. O Benefício Variável Familiar acrescenta R$ 50 quando há gestante, nutriz, criança ou adolescente de 7 a 18 anos incompletos que se enquadre nas regras do programa.
Assim, uma família que recebe R$ 600 e tem duas crianças pequenas pode somar R$ 300 em adicionais. Caso outros integrantes também tenham direito aos pagamentos extras, o total pode superar R$ 1.000 e alcançar R$ 1.200 ou mais. O resultado, portanto, vem da soma dos benefícios previstos para aquela composição familiar.
Como solicitar o benefício
Para entrar no programa, é necessário fazer o Cadastro Único (CadÚnico) no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou no posto do CadÚnico da cidade, levando os documentos da família. Depois, o governo analisa se os requisitos são atendidos.
Se a família for aprovada, o cartão do Bolsa Família será enviado pelos Correios. O pagamento poderá ser sacado na CAIXA e em lotéricas, além de ser consultado pelo aplicativo Bolsa Família. O CadÚnico deve ser atualizado sempre que houver mudanças na família ou, no máximo, a cada dois anos.







