Filipe Bragança contou que teve um sonho com o oceano pouco antes de fazer o teste para interpretar Amyr Klink em 100 Dias. O filme estreia em 29 de outubro e será exibido no Festival do Rio neste sábado (10). A produção chegou a disputar a indicação do Brasil ao Oscar.
O longa acompanha a aventura do navegante, que foi a primeira pessoa no mundo a cruzar o Atlântico Sul somente a remo. Para Filipe, a relação com o projeto começou antes mesmo de ele saber que o filme estava sendo produzido.
Em janeiro de 2024, o ator sonhou que nadava em direção a uma ilha distante, em meio a um céu crepuscular. Durante o sonho, percebeu que estava cercado por baleias e começou a afundar. Ao acordar, contou a experiência à mãe, a atriz Karlla Braga.
“Uma semana depois, recebo o convite para testar para o papel do Amyr”, afirmou Filipe. Segundo ele, o roteiro provocou uma reação imediata e reforçou a sensação de que aquela oportunidade tinha um significado especial.
A parceria com Carlos Saldanha
A direção de 100 Dias é de Carlos Saldanha, conhecido por comandar as animações Rio (2010) e A Era do Gelo (2002). Filipe contou que o diretor percebeu nele características de Amyr Klink durante um encontro em um café, antes da aprovação para o teste.
O ator também elogiou a forma como Saldanha conduz o elenco. Para Filipe, o diretor tem sensibilidade para conversar com os atores e compreender o trabalho deles. Os dois, segundo o artista, têm em comum o interesse por aventura, fantasia e imaginação.
A convivência também aproximou os dois. Filipe disse que a relação se transformou em uma amizade e que o filme trabalha tanto a aventura exterior quanto a interior.
Um novo momento na carreira
Ser o protagonista de 100 Dias fez Filipe perceber a dimensão da responsabilidade envolvida no trabalho. Ele afirmou que a intensidade e a complexidade da produção o levaram a reconhecer, de forma mais concreta, sua atuação profissional.
O ator ressaltou, porém, que já havia realizado trabalhos importantes e desafiadores. Para ele, o longa representa mais uma oportunidade de fazer um trabalho com respeito à história e aos profissionais envolvidos.
Filipe também destacou a exigência de protagonizar uma produção em que a relação entre o personagem e o barco ocupa o centro da narrativa. Na avaliação dele, o projeto mostrou que é capaz de realizar um filme com esse nível de demanda e representa um passo importante em sua trajetória.







