O diretor Alejandro G. Iñárritu afirmou que “Digger” foi concebido para provocar conversas, mesmo diante da recepção dividida entre público e crítica. O longa, protagonizado por Tom Cruise, chegou aos cinemas na semana passada e teve uma abertura de US$ 8 milhões nos Estados Unidos.
A bilheteria representa a menor estreia nacional de Cruise desde “Leões e Cordeiros”, em 2007. Também existe uma estimativa de que a produção possa causar um prejuízo de até US$ 200 milhões para a Warner Bros. Pictures.
Recepção dividida
No Rotten Tomatoes, o filme registra 51% de aprovação entre os críticos e 71% entre os espectadores. Já no Metacritic, as avaliações correspondem a 46% dos críticos e 66% dos usuários.
Iñárritu reconheceu as limitações da produção, mas disse que não se incomoda com as reações negativas. “Prefiro isso a uma recepção morna. O filme não é perfeito. Gosto de assumir riscos”, declarou em entrevista.
O diretor contou que a ideia surgiu depois das filmagens de “O Regresso”, de 2015. O projeto está em desenvolvimento desde 2017, foi escrito por quatro co-roteiristas e acabou cancelado três vezes. “Perdi três anos da minha vida”, afirmou.
Uma história sobre desastre ambiental
“Digger” acompanha Digger Rockwell, personagem vivido por Cruise e apresentado como o homem mais poderoso do mundo. Ele é dono de uma empresa responsável por um desastre ambiental de proporções globais. Depois do ocorrido, parte em uma missão para reparar os danos provocados por sua própria companhia e provar que é o salvador da humanidade.
Iñárritu também disse que não espera que todos compreendam imediatamente a proposta do longa. Para ele, a produção é incomum e provocativa, características ligadas ao papel que atribui ao cinema: iniciar uma conversa. O diretor acrescentou que algumas pessoas preferem narrativas com mais certezas e que a equipe já esperava esse tipo de reação.
Ao explicar o tema central, resumiu: “Este filme é um filme de desastre, mas o desastre somos nós.”







