As críticas divididas deram o tom da chegada de Digger aos cinemas. O novo filme de Alejandro G. Iñárritu abriu com 53% de aprovação no Rotten Tomatoes, enquanto a bilheteria global do primeiro fim de semana ficou em US$ 20 milhões.
O valor inclui cerca de US$ 8 milhões arrecadados no mercado doméstico e outros US$ 12 milhões nas salas internacionais. O orçamento da produção é estimado entre US$ 140 milhões e US$ 180 milhões.
Tom Cruise interpreta Digger Rockwell, magnata cuja empresa provoca um desastre ecológico de grandes proporções. A crise ameaça desencadear até uma guerra nuclear, e o personagem parte em uma missão para convencer o mundo de que é a única pessoa capaz de salvar a humanidade da catástrofe que ajudou a criar.
Avaliações para lados diferentes
O consenso dos críticos no Rotten Tomatoes descreveu o longa como uma sátira ambiciosa, mas confusa, que deve dividir o público. Matt Neglia, do Next Best Picture, afirmou que Cruise entrega “o papel mais dinâmico e interessante” da carreira em anos. Para ele, porém, a narrativa não oferece espaço suficiente para o ator explorar toda a força e a complexidade do personagem.
Neglia também criticou as “teatralidades absurdas, porém vazias” associadas à direção de Iñárritu. Já Anne Thompson, da IndieWire, avaliou Digger de forma mais favorável e classificou a produção como um “filme de arte corajoso e deslumbrante”.
A crítica considerou que o longa pode ter menos alcance entre o público mais amplo, mas encontrar maior receptividade entre votantes da Academia, principalmente nas categorias técnicas e de atuação. Ela ainda destacou Cruise e apontou a sequência do anfiteatro como um possível momento decisivo para o desempenho do ator.
Além de Cruise, o elenco reúne John Goodman, Sandra Hüller, Michael Stuhlbarg, Jesse Plemons, Sophie Wilde, Riz Ahmed e Emma D’Arcy.







