A série Carrie, comandada por Mike Flanagan para o Prime Video, muda pontos centrais da história de Stephen King. A adaptação estreou nesta terça-feira (7) e apresenta uma protagonista que nunca havia frequentado uma escola, além de alterar o destino de Carrie e Margaret após a noite do baile.
Alerta de spoilers! Baseada no romance publicado em 1974, a produção mantém a adolescente com poderes telecinéticos no centro da trama, mas atualiza os conflitos da vida escolar e amplia o universo sobrenatural da família White.
Uma nova relação com a escola
No livro, Carrie frequenta a Chamberlain High School e sofre perseguições depois de ter a primeira menstruação durante uma aula de educação física. Na série, ela nasceu em casa e foi criada pelos pais, sem estudar em uma instituição convencional.
A morte do pai faz com que as autoridades descubram a existência da jovem e determinem que ela passe a frequentar uma escola regular para que Margaret continue com a guarda da filha. A chegada ao ambiente escolar é, portanto, também o primeiro contato de Carrie com esse universo.
As agressões ainda ganham uma atualização para a era digital. Publicações no Instagram ampliam a exposição da protagonista, enquanto uma conta criada com sua foto e uma piada sobre o nome dela envolve outros estudantes. A perseguição deixa de acontecer apenas dentro da escola e passa a alcançar Carrie praticamente a qualquer hora. A série também inclui a ameaça de ataques a escolas.
Amizades, professores e novos personagens
A adaptação apresenta Emaline, uma jovem que também se sente deslocada. As duas se aproximam, mas a relação é marcada por intenções ambíguas. Emaline quer proteger Carrie, embora também possa exercer uma influência negativa sobre ela. Depois de descobrir os poderes da amiga, passa a incentivá-la a praticar e aperfeiçoar as habilidades.
Os adultos da Chamberlain High School também recebem novas histórias. Miss Desjardin se relaciona com Seth, professor da turma de Carrie. A série revela que ele manteve relacionamentos com várias alunas, descoberta que provoca uma reação na cidade e contribui para a expulsão de Chris Hargensen. Depois disso, Chris decide jogar sangue de porco sobre Carrie.
Mr. Morton, orientador educacional acrescentado à trama, ajuda Carrie a se familiarizar com a escola e apresenta aspectos positivos dessa nova fase.
Poderes além de Carrie
A série inclui um grupo de mulheres com habilidades telecinéticas. Elas percebem os poderes de Carrie quando se manifestam pela primeira vez e passam boa parte da temporada procurando pela adolescente. O grupo se aproxima na noite do baile.
A ideia amplia uma referência do livro a um gene associado à telecinese e a mulheres que desenvolvem habilidades especiais durante a puberdade. A adaptação também estabelece uma conexão com temas de O Instituto, romance de Stephen King sobre crianças com habilidades extraordinárias submetidas a experimentos.
Margaret também passa a ter uma ligação direta com o sobrenatural. Em uma lembrança da juventude, ela move uma cruz pendurada na parede enquanto reza, mas interpreta o episódio como um sinal divino e não volta a explorar conscientemente a capacidade.
O que acontece com Carrie e Margaret
No romance, Carrie mata a própria mãe e morre depois da destruição em Chamberlain. Na série, as duas sobrevivem inicialmente à tragédia do baile. Antes do evento, Margaret é convencida pela mãe de outra garota com poderes de que precisa matar a filha antes que as habilidades se tornem incontroláveis.
Ela tenta executar o plano, mas falha. Em seguida, Carrie provoca a destruição da casa da família, que desaba sobre as duas. Carrie é retirada dos escombros por Emaline e parte com a amiga para conhecer o mundo. Margaret sobrevive ao desabamento ao usar sua habilidade para conter o peso da estrutura.
A sobrevivência dela, porém, dura pouco. Uma líder do grupo de mulheres com poderes a interroga e depois interrompe seu coração. A mudança também redefine a relação entre mãe e filha: Margaret não é apenas alguém que teme as habilidades de Carrie, mas uma pessoa que passou anos sem reconhecer o próprio poder.







