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Artistas relembram choque e solidariedade após os ataques de 11 de setembro
Foto: Spencer Platt/Getty Images
Música

Artistas relembram choque e solidariedade após os ataques de 11 de setembro

Depoimentos de Mick Jagger, Yoko Ono, Alanis Morissette e Lou Reed registraram medo, luto e esperança nas semanas seguintes aos ataques.

Em 25 de outubro de 2001, semanas depois dos ataques de 11 de setembro, artistas falaram sobre o impacto da tragédia e as mudanças provocadas em suas vidas. Os relatos foram reunidos em uma edição especial da Rolling Stone, com histórias do Marco Zero e de diferentes partes do mundo.

Mick Jagger contou que ficou em estado de choque ao tentar entrar em contato com a filha, Elizabeth, que vivia a cerca de quinze quarteirões do local dos ataques. Sem conseguir falar com ela de imediato, o músico só conseguiu contato à noite, por meio da África do Sul. Ele também descreveu a sensação de violação entre amigos americanos e rejeitou a violência como forma de alcançar objetivos políticos.

O cantor afirmou ainda que, depois do choque inicial, percebeu manifestações de fraternidade e solidariedade em países europeus. Ao mesmo tempo, demonstrou preocupação com os possíveis desdobramentos militares, citando a proximidade do Oriente Médio com a Europa e o envolvimento do Iraque.

Paz, memória e adaptação

Entre os depoimentos, também apareceu a preocupação de que a resposta aos ataques provocasse mais sofrimento entre civis. O Afeganistão foi descrito como um país pobre, e o relato defendeu que as decisões fossem tomadas com honestidade e atenção às consequências das ações. As sanções econômicas contra crianças iraquianas também foram citadas como uma questão a ser considerada.

Yoko Ono relacionou o atentado às lembranças de sua infância em Tóquio durante a Segunda Guerra Mundial. Ela recordou as sirenes, os abrigos e o som das bombas, além de defender que a reação não fosse guiada pela raiva ou pelo medo. Ao falar sobre John Lennon, Yoko afirmou que ele teria ficado zangado, mas agiria com sabedoria e não apenas pela emoção.

A artista também pediu mais compreensão em relação aos muçulmanos e disse que os cidadãos americanos deveriam conhecer suas crenças e ouvir o que tinham a dizer. Para ela, a paz exigia imaginação e disposição para acolher o outro.

Alanis Morissette relatou que estava a caminho de uma reunião no Congresso, em Washington, quando recebeu a orientação para permanecer em casa. Ela passou o dia ao lado do namorado, em choque, e afirmou que artistas poderiam responder à tragédia da maneira que considerassem adequada. A cantora mencionou a possibilidade de fazer um show beneficente em São Francisco e lançar uma música que oferecesse algum conforto.

Outro depoimento descreveu a experiência de um casal que morava a três quarteirões do World Trade Center. O autor do relato contou que havia composto “Love Bird” no dia anterior, sentado na praça aos pés das Torres Gêmeas. Na manhã seguinte, ele e Erica deixaram o apartamento pelas escadas, em meio à fumaça, à poeira e aos escombros, depois de presenciarem o desabamento das torres.

O casal correu até o East River enquanto pessoas tentavam escapar da região. O depoimento também registrou a ajuda de moradores de Nova York nos dias seguintes. Familiares compraram vinte pães, água, maçãs, Gatorade, queijo e sacos plásticos para voluntários. Depois, buscaram bagels e levaram algumas centenas de pares de meias para os centros de apoio.

Os relatos combinaram imagens de medo e destruição com cenas de solidariedade. Entre elas, estavam as pessoas aplaudindo policiais e bombeiros que seguiam para o centro da cidade e os moradores carregando alimentos e outros itens para ajudar no atendimento às vítimas e aos voluntários.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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