Chris Shiflett, guitarrista dos Foo Fighters, defendeu Macklemore após o rapper receber críticas por manifestações de apoio à Palestina durante shows. Shiflett também rejeitou a ideia de que artistas devam evitar posicionamentos políticos no palco.
Macklemore fez duas apresentações de abertura para Ed Sheeran no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no último final de semana. Nas performances, cantou “Hind’s Hall”, música associada à causa palestina, usou uma keffiyeh e falou sobre solidariedade ao povo palestino. Depois das manifestações, uma petição passou a pedir a retirada do rapper do restante da turnê.
Resposta às críticas
Shiflett reagiu nas redes sociais a comentários de internautas. Um deles afirmou que Macklemore teria quebrado uma suposta etiqueta das turnês ao expressar suas convicções políticas. O guitarrista respondeu: “Talvez falar contra o genocídio supere a etiqueta”.
Em outra publicação, um usuário disse que parte do público poderia querer apenas música, sem discursos políticos. Shiflett contestou a cobrança para que os artistas se calassem e afirmou: “Eu ouço esse negócio de ‘cala a boca e toca’ o tempo todo e não concordo com isso”.
O músico também rebateu a acusação de que artistas estariam concentrando a atenção apenas em Gaza e ignorando violências em outros lugares. Segundo ele, pessoas de seus círculos condenam agressões em diferentes partes do mundo, mas diferenciam a situação palestina por causa da relação de Washington com ações atribuídas a Israel.
Durante a primeira apresentação, Macklemore pediu liberdade para a Palestina, Cuba, Congo, Sudão e Irã. Ele também chamou o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) de “organização terrorista” e afirmou que moradores de Gaza e da Cisjordânia ocupada deveriam saber que não foram esquecidos.
Na segunda performance, o rapper voltou a cantar “Palestina Livre” e afirmou a fãs judeus que criticar Israel, o apartheid e o genocídio não significa criticá-los. Macklemore definiu sua mensagem como uma defesa da paz, do amor e do tratamento digno, respeitoso e igualitário para todos os seres humanos.







