O Geese vive uma mudança de escala desde o lançamento de Getting Killed, terceiro álbum de estúdio da banda, pela Partisan Records, em 26 de setembro de 2025. Os ingressos passaram a acabar rapidamente, os shows ficaram maiores e o grupo se tornou alvo de discussões intensas sobre o futuro do rock feito com guitarra, baixo, bateria e vocais.
A repercussão ganhou força depois de um show gratuito realizado em 27 de setembro de 2025, em Banker’s Anchor, praça de Greenpoint, no Brooklyn. A banda esperava receber no máximo 500 pessoas, mas pelo menos 2.500 apareceram. Para os integrantes, o crescimento foi difícil de entender. “Foi muito assustador quando começou”, disse Cameron Winter. “Não sabíamos porquê. Ainda não sabemos.”
A discussão sobre os bots
A popularidade do Geese também alimentou uma teoria de que a conversa sobre a banda teria sido impulsionada por contas falsas. A discussão começou depois de declarações de representantes da empresa de marketing digital Chaotic Good sobre o uso de redes de perfis para aumentar a repercussão de campanhas.
A banda afirma que a empresa foi contratada apenas para compartilhar e republicar trechos de apresentações ao vivo. Winter disse que não houve comentários falsos, fãs inventados ou bots envolvidos, mas publicações no TikTok usadas para impulsionar o algoritmo. DiGesu resumiu a posição do grupo: “Só vem ao show e me diz quantos bots você vê.”
Para os integrantes, o público que aparece nas apresentações é real. A atenção recebida, porém, trouxe também pressão, reuniões de negócios e maior preocupação com a forma como o grupo é percebido. Emily Green afirmou que as decisões passaram a ter mais impacto e que essa mudança tornou o processo mais pesado.
Uma banda formada na adolescência
O Geese começou a se formar quando seus integrantes ainda eram adolescentes. DiGesu conheceu Green em setembro de 2016, no primeiro dia do nono ano na Elisabeth Irwin High School. Depois, ele se juntou a Green, Max Bassin e Winter em atividades musicais no Brooklyn.
O grupo passou a ensaiar no porão da família Bassin, em Fort Greene, espaço que ganhou o apelido de “o Ninho”. Green, Bassin e Winter já tocavam juntos desde a infância, e DiGesu entrou na formação depois de conhecer os três. Em 2018, Bassin, Green e Winter assistiram a um show do King Gizzard and the Lizard Wizard no Brooklyn Steel. A experiência reforçou a vontade de se dedicar à banda.
O primeiro álbum de grande lançamento do Geese foi Projector, de 2021. O segundo disco chegou em 2023 e ampliou o alcance do grupo. Com Getting Killed, a banda alcançou um público ainda maior, mas seus integrantes continuam descrevendo o sucesso como algo inesperado.
Planos para a banda
O Geese se prepara para a turnê Getting Killed Again, prevista para o outono. A agenda inclui duas noites em outubro no Forest Hills Stadium, no Queens, com capacidade para 13.000 pessoas.
Enquanto isso, Winter trabalha em um novo álbum solo. O cantor também apresentou músicas inéditas em uma apresentação no Carnegie Hall, que será lançada neste outono como álbum ao vivo e documentário dirigido por Paul Thomas Anderson. Green mantém o projeto paralelo Star’s Revenge desde 2023.
As novas gravações do Geese feitas diretamente em fita com Kenneth Blume permanecem sem previsão de lançamento. Bassin descreveu o material como demonstrações de ideias. A banda também não prevê gravar novamente antes do inverno. Para Green, o grupo deve continuar enquanto conseguir fazer boa música.







